DATA: 30/09/2015

Moinhos de trigo veem oportunidades no mercado externo

Avaliação do presidente da Abitrigo mostra que expectativa da indústria está voltada para as exportações de derivados do cereal

Pressionados pelo avanço nos custos de produção motivados pela alta do dólar, os moinhos querem crescer nas exportações de derivados do cereal para fechar suas contas. A avaliação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sergio Amaral. “A grande preocupação do momento é a desvalorização do real”, enfatiza. Assim, o mercado internacional pode ser uma real oportunidade para os moinhos, explica.

“A exportação de derivados pode, de alguma forma, compensar a retração no consumo interno. Talvez a farinha não seja possível, mas os derivados sim. É o que queremos”, projeta. Informações da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) mostram que a receita com a exportação de biscoitos, por exemplo, é crescente, com US$ 8,02 bilhões no ano passado, ante os US$ 7,39 bilhões registrados em 2013 e os US$ 6,71 bilhões obtidos no ano anterior. No Brasil, o consumo de biscoitos ficou próximo das exportações e fechou 2014 com 1,7 milhão de toneladas.

Na lavoura, o último dado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontado em setembro estima uma colheita de sete milhões de toneladas em 2015, aumento de pouco mais de um milhão de toneladas ante o ano passado. De acordo com Amaral, o número atual da Conab ainda não mede o impacto das chuvas no Sul, mas ele acredita que se a produção for de seis milhões de toneladas não será “nada fora dos padrões” do setor, ou seja, não traria grandes impactos, já que estaria dentro das médias dos últimos anos.


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