Lavoura de soja.

Manejo adequado de pragas gera economia de até R$1.000 por hectare de soja

Lavouras no Paraná foram monitoradas semanalmente para verificar a ocorrência das pragas e a forma de fazer o controle

Na região de Ivaiporã, no Paraná, produtores, pesquisadores da Embrapa Soja, técnicos do Instituto Emater e da Cooperagro instalaram sete Unidades de Referência, onde foram aplicadas as práticas do MIP e MID. As áreas foram monitoradas semanalmente para verificar a ocorrência das pragas e a forma de fazer o controle.

 

De acordo com Vagner Mazeto, do Instituto Emater, o nível de pragas nas lavouras foi medido pelo pano de batida e devidamente registrado. Com isso foi possível apontar o momento exato de aplicar inseticidas, eliminando as aplicações desnecessárias. O extensionista informou que neste ano não houve ataque expressivo de lagartas, em virtude das chuvas.

 

No entanto, a incidência de doenças foi maior na soja. Para Mazeto, o monitoramento de pragas e doenças livra o agricultor do calendário de aplicações de inseticidas, produtos tóxicos ao ser humano e prejudiciais ao meio ambiente. Em duas unidades de Ivaiporã foram instalados coletores de esporos dos fungos causadores da ferrugem da soja para detectar o momento em que a doença poderia significar uma ameaça para a lavoura. “Temos que tomar cuidado com o uso desses produtos porque, segundo a Embrapa, grandes quantidades de fungicidas estão sendo utilizadas sem necessidade”, ressaltou Mazeto. Também foram instaladas unidades em Cândido de Abreu e Barbosa Ferraz.

 

Durante os encontros com os agricultores das comunidades rurais da região, os técnicos também mostram a melhor forma de aplicar os inseticidas e fungicidas, com a tecnologia de aplicação difundida no programa Acerte o Alvo. A ação do Instituto Emater faz parte do Projeto Grãos e da campanha Plante Seu Futuro, implementada pela Extensão Rural em parceria com a Embrapa-Soja de Londrina e Cooperativas.

 

 

 

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