DATA: 04/11/2015

Ministra quer agilizar registro de produtos para pesquisa

Kátia Abreu diz que a ideia é tratá-los como químicos convencionais

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, anunciou nesta quarta-feira (4) que vai criar mecanismos para desburocratizar o Registro Experimental Temporário (RET) de agroquímicos utilizados na agricultura para reduzir o prazo do registro final desses produtos.

 

Em entrevista coletiva após a inauguração de dois novos laboratórios da Bayer CropScience, na cidade de Paulínea (SP), ela informou que a ideia é tratar os produtos importados para o estudo de moléculas e desenvolvimento de novos produtos como químicos convencionais. “Isso facilitará a pesquisa”, defendeu.

 

O Ministério da Agricultura, segundo Kátia Abreu, também quer duplicar o número de agrônomos para agilizar a análise desses produtos, antes da liberação comercial. “Cada técnico analisa 40 processos por ano e duplicaremos a quantidade de agrônomos para que tenhamos um número maior de produtos analisados”, disse.

 

“Temos não mais de que 100 técnicos operando agroquímicos no país e ainda  vamos formar pessoas no Brasil todo para multiplicar esses operadores”, observou.

 

A ministra disse ainda que o corte de R$ 30,5 bilhões do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), determinado pelo governo, foi focado na demanda por esses recursos. Ela informou que o governo levantou os dados sobre o desempenho desses empréstimos, principalmente para os grandes produtores, e observou uma procura “baixíssima”.

 

“Levantamos, antes de dar o grito, o desempenho dos empréstimos e, principalmente entre os grandes produtores, a tomada foi baixíssima nesse período. A redução proposta foi exatamente em cima da demanda, pois, se tivesse tido procura, não tinha mais nenhum real”, acrescentou Kátia Abreu.

 

 

Ela explicou ainda que no caso do Moderfrota, linha de crédito destinada à compra de máquinas agrícolas para os pequenos e médios produtores, já foram contratados 70% dos recursos para a safra 2015/2016, “tamanha a agilidade desses agricultores”. A demanda foi tão forte, segundo a ministra, que parte dos recursos foi guardada para o próximo semestre. “Guardamos uma parte do Moderfrota para o semestre que vem, porque a safra vai de julho [de 2015] a junho de 2016”, explicou a ministra.

 

Kátia Abreu comentou ainda informações de que persistem as dificuldades para a captação do crédito rural. Ela afirmou que houve um aumento de 30% na tomada de crédito por parte de agricultores entre julho e setembro da safra 2015/2016, em relação ao mesmo período do ciclo passado. Admitiu, no entanto, que, devido à crise, as instituições financeiras estão mais restritivas na análise de liberação de empréstimos.

 

 

 

 


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