DATA: 29/01/2016

Ministra apresenta potencial de crescimento do agronegócio

Ao falar sobre a participação do agronegócio na economia e as perspectivas de expansão do setor, a ministra pediu coragem aos empresários

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou na última quinta-feira (28/01) da 44ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado “Conselhão”, no Palácio do Planalto. Ao falar sobre a participação do agronegócio na economia brasileira e as perspectivas de expansão do setor, a ministra pediu coragem aos empresários. “Vendendo lá fora, estamos fortalecendo indústria local e garantindo emprego. Precisamos vender como nunca. Precisamos encorajar os empresários a exportar”, afirma.

 

Kátia Abreu apresentou dados que mostram a força agronegócio, que responde por 46% das exportações, 25% dos empregos e 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar, café e suco de laranja, além de ser o maior exportador de etanol, carnes bovina e de frango. Criado em 2003, o Conselhão é formado por 92 integrantes, que representam o setor empresarial, movimentos sociais, sindicatos e a sociedade civil.

 

Os bons resultados do setor não beneficiam apenas o campo. O aumento da produção de alimentos, afirmou a ministra, contribui para a transferência de renda na sociedade urbana. Em 1961, a disponibilidade de alimentos per capita no País era de 89 kcal/dia. Em 2013, saltou para 434 kcal/dia.

 

“A agropecuária responde com vigor às políticas públicas”, destacou a ministra ao mostrar que os produtores têm aderido cada vez mais a programas de incentivo ao crédito e ao seguro rural. Como consequência, acrescentou, o setor produz cada vez mais, com safras recordes ano após ano.

 

Novos mercados

As negociações sanitárias coordenadas pelo Mapa em 2015 resultaram na abertura de mercados que há anos barravam produtos brasileiros, como a carne bovina. Juntos, os mercados conquistados no ano passado têm potencial para incrementar em US$ 1,9 bilhão as exportações do agronegócio.

 

Para 2016, a perspectiva é de que as negociações sanitárias representem aumento de US$ 2,5 bilhões por ano em exportações. Atualmente, o Brasil é responsável por 7,04% do comércio agropecuário mundial. “Chegaremos a 10% até 2018”, diz a ministra.

 

Kátia Abreu ainda indicou os acordos comerciais negociados pelo Brasil que são considerados prioritários para o agronegócio. Entre eles, o do Mercosul com a União Europeia, o acordo tarifário entre Brasil e México e a ampliação do Mercosul-Índia.

 

Alimentos

A ministra mostrou também um estudo sobre o consumo de produtos agropecuários em 12 economias emergentes, onde a classe média e a demanda por alimentos tendem a crescer. Em todos os estratos da sociedade, haverá maior pressão por itens essenciais, como frutas, carnes e vegetais, mas também por bens supérfluos (bolos, biscoitos, sorvetes) e de saúde (lights, integrais, probióticos).

 

O Mapa, disse Kátia Abreu, manterá o foco nos 22 mercados prioritários que, juntos, respondem por 75% de todo o comércio internacional. Entre eles, estão parceiros tradicionais como Estados Unidos, União Europeia e China, mas também países pouco acessados como Índia, México, África do Sul, Vietnã e Turquia.

 


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