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11 ações que vão garantir biossegurança e saúde dos cavalos nas Olimpíadas

Segundo o governo, Centro Olímpico de Hipismo está sob total vazio sanitário e rigorosos cuidados veterinários

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vem desenvolvendo uma série de ações sanitárias para garantir a biossegurança do Centro Olímpico de Hipismo (COH) e a saúde dos cavalos que disputarão as provas equestres durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

 

Desde abril de 2015, o centro de hipismo está sob total vazio sanitário e rigorosos cuidados de biossegurança e assim permanecerá até a chegada dos primeiros cavalos que disputarão os jogos. Fiscais federais agropecuários trabalham in loco há mais de dois anos para assegurar a implantação das diversas ações sanitárias.

 

O trabalho de vigilância – que garante a sanidade não apenas dos animais do Complexo Militar de Deodoro (CMD), mas também das propriedades ao redor – resultou na entrega à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de um documento oficial no qual o Brasil declara que o complexo militar é área livre de doença de equinos.

 

Requisitos sanitários

Desde 2012, o Mapa realiza discussões em fóruns internacionais sobre requisitos sanitários para entrada e permanência dos cavalos no Brasil durante os jogos. Enviou especialistas aos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, em 2011, e às Olimpíadas de Londres, em 2012, para observar a movimentação internacional de equinos e acumular conhecimentos sobre o assunto.

 

A chegada dos cavalos

Os cavalos de competição vão desembarcar exclusivamente no Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio, em voos fretados. A recepção dos animais será feita por servidores do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, do Mapa, que cuidarão do desembaraço aduaneiro do ponto de vista sanitário, dos animais e seus insumos.

 

Ao desembarcar, os representantes das delegações devem apresentar os documentos de trânsito e as certificações veterinárias internacionais dos cavalos. Os animais terão identificação individual através de microchip e serão levados ao Centro Olímpico de Hipismo, em rota pré-determinada, com escolta feita pela organização do evento. Após passarem pela segunda inspeção, serão acomodados em baias individuais, medida que garante a condição sanitária.

 

Durante as Olimpíadas e até retorno ao país de origem, os cavalos serão mantidos sob supervisão contínua de veterinários e fiscais federais agropecuários. Para o retorno, foram negociados certificados veterinários internacionais de acordo com as normas de cada país, que serão emitidas por fiscal do Ministério da Agricultura.

 

Confira as ações promovidas pelo Ministério da Agricultura para garantir a biossegurança dos locais das provas:

1 – Discussão sobre facilitação da movimentação internacional de equinos de elevado estado sanitário nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, em 2011.
2 – Participação no programa de observadores do governo federal nos Jogos Olímpicos Londres 2012, com foco na estrutura de recepção dos animais no Aeroporto Internacional de Heathrow.
3 – Discussão na OIE sobre o conceito de Equinos de Elevado Estado Sanitário e das estratégias para a facilitação do trânsito internacional desses animais.
4 – Acompanhamento da retirada dos animais do Centro Olímpico de Hipismo para realização do evento teste, que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015.
5 – Acompanhamento da retirada dos animais de toda a área do centro em 8 de abril de 2015, início do vazio sanitário prévio aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
6 – Suporte ao Comitê Rio 2016 para elaboração do “Planejamento de Biosseguridade para o Evento Teste de Hipismo 2015 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016”.
7 – Publicação da Instrução Normativa 08, de 7 de abril de 2015, que determina os requisitos sanitários para importação temporária de equinos em excelente estado sanitário para participação nos Jogos Olímpicos.
8 – Publicação da Instrução Normativa 09, de 23 de abril de 2015, que aprova o Regulamento da Defesa Agropecuária relacionado a todos os equinos de excelente estado sanitário que participarão dos jogos e aos seus insumos (alimentos e produtos veterinários).
9 – Coordenação dos trabalhos do serviço veterinário oficial para saneamento de foco de mormo no Complexo Militar de Deodoro, notificado em 30 de junho de 2015, e ações finalizadas em novembro de 2015.
10 – Entrega à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) do “Informe de Autodeclaração do Brasil para os Jogos Olímpicos – área de Risco Negligenciável para Doença de Equinos”.
11 – Negociação de certificados veterinários internacionais propostos pelos serviços veterinários estrangeiros para amparar a exportação temporária ao Brasil de cavalos para a participação nos jogos, bem como o seu retorno aos respectivos países de origem.

 

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