Exportação
DATA: 24/02/2016

Ministério da Agricultura vai priorizar abertura de mercados em 2016

Kátia Abreu afirma que a meta é ampliar a participação do agronegócio no comércio mundial de 7% para 10%

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu na terça-feira (23/02) com os deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para apresentar as metas da pasta para 2016. Entre as prioridades, estão a abertura de novos mercados e a conclusão da Lei Plurianual Agrícola (LPA).

 

A meta do Brasil, afirmou a ministra, é ampliar a participação do agronegócio brasileiro no comércio mundial de 7% para 10% até 2018. “Para isso, o Mapa continuará investindo em negociações comerciais e sanitárias com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial”, disse Kátia Abreu durante a reunião, na sede da FPA, em Brasília.

 

A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo, informou aos parlamentares que o Mapa negocia com outros países acordos que visam a harmonizar regras e facilitar procedimentos sanitários e fitossanitários. As negociações concluídas em 2015 representaram potencial anual de US$ 1,9 bilhão em exportações e, para 2016, a expectativa é ainda maior: US$ 2,5 bilhões.

 

Tatiana Palermo destacou que crescimento da classe média no mundo, especialmente no sul e sudeste asiáticos, vai pressionar a demanda por alimentos nos próximos anos. “Esse cenário representa grande oportunidade para países produtores como o Brasil. Temos que ficar de olho no que acontece ali”, afirmou.

 

Lei Plurianual Agrícola

O secretário André Nassar destacou que, entre as principais metas do Mapa para 2016, está a elaboração da Lei Plurianual Agrícola (LPA), com duração de cinco anos.

 

A nova legislação vai consolidar leis que regem importantes mecanismos e políticas do Mapa, como o seguro rural, o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o Fundo de Catástrofe e a lei agrícola.

 

A ministra pretende enviar o texto da nova lei ao Congresso Nacional em meados de agosto de 2016. Ela pediu apoio dos deputados e senadores da bancada agropecuária e ajuda para discutir a proposta no parlamento.

 

“A LPA vai dar previsibilidade e capacidade de planejamento aos nossos produtores. Vai modelar a política agrícola brasileira de modo que, progressivamente, cada produtor saiba o que fazer nos cinco anos seguintes. Vamos ouvir os parlamentares, queremos contribuições e trabalharemos pelo maior consenso possível dentro do Congresso”, disse Kátia Abreu.

 


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