DATA: 25/11/2015

Ministério cria câmara setorial da cadeia produtiva de camarão

Produtores reclamaram da dificuldade em obter licenciamento ambiental estadual e a cobrança de PIS e COFINS da ração, do camarão e das importações

A ministra Kátia Abreu anunciou nesta quarta-feira (25/11) a criação da câmara setorial da cadeia produtiva da carcinicultura, que terá duração inicial de um ano. Ela recebeu 20 criadores de camarão para ouvir as demandas do setor.

 

“Essa câmara será provisória, com um ano de duração, prorrogável por mais um ano. O tempo será o necessário para que a gente organize o setor e as demandas dentro o ministério”, explica a ministra. Kátia Abreu afirmou ainda que o Brasil tem potencial para aumentar a produção e a exportação de camarão, estimulando inclusive o consumo interno.

 

Para isso, é necessário reduzir custos por meio de pesquisa e tecnologia, além de elaborar políticas públicas de incentivo ao setor.  Outros países, como Estados Unidos, já demonstraram interesse em importar o produto do Brasil. “Queremos ser grandes produtores e exportadores de camarão e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar os criadores”, diz a ministra. Além de vislumbrarem possibilidade de aumento do consumo interno de camarão, os criadores pretendem exportar para a Ásia, Europa e Estados Unidos.

 

Reivindicações

Entre as principais demandas, está a dificuldade em obter licenciamento ambiental estadual e a cobrança de PIS e COFINS da ração, do camarão e das importações. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCCAM), Itamar Rocha, ainda cobrou a elaboração de uma política pública para investimento e custeio da carcinicultura e um programa de pesquisa e tecnologia voltado para o setor, inclusive com estudos sobre melhoramento genético.

 

Kátia Abreu afirmou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai preparar uma apresentação sobre os estudos relacionados ao setor. Além disso, o Ministério fará um programa de defesa agropecuária da carcinicultura a fim de evitar contaminação por pragas exóticas e de manter o controle dos vírus que atingem a produção no Brasil.

 


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