Vacinação
DATA: 08/01/2016

Minas Gerais teve aumento de 12% na venda de vacina antirrábica

O uso da vacina é feito para imunizar bovinos, equinos, caprinos e suínos, entre outros animais que compõem o plantel pecuário do Estado

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) registrou em 2015 a venda pelos estabelecimentos especializados de 14,4 milhões de doses de vacina antirrábica, volume 12% maior que o registrado em 2014, quando foram vendidas 12,7 milhões de doses.

 

O uso da vacina é feito para imunizar bovinos, equinos, caprinos e  suínos, entre outros animais que compõem o plantel pecuário do estado, contra a raiva transmitida pelo ataque do morcego hematófago Desmodus rotundus.

 

“Esse aumento demonstra que os criadores mineiros estão cada vez mais atentos para a importância de se vacinar os rebanhos, pois os animais atacados geralmente morrem, com prejuízo para os  produtores”, diz o gerente de Defesa Animal do Instituto, Bruno Rocha Melo.

 

Controle

 Além do estímulo à vacinação, o Instituto realiza ao longo do ano vistorias em abrigos onde podem haver colônias de morcegos como cavernas e  ocos de árvores. Nesses locais é feito o controle populacional desses animais que, após a captura, recebem a aplicação de uma camada de pasta vampiricida.  Após receberem a pasta os morcegos são soltos e, retornando às colônias, outros morcegos terão contato com a pasta, que leva esses animais à morte por hemorragia.

 

O fiscal assistente agropecuário do IMA e coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) em Minas Gerais, Jomar Otávio Zatti Pereira, explica que esse método faz um controle populacional num raio de até um  quilômetro do abrigo dos animais. “Para cada morcego aplicado com a pasta, estima-se que de 10 a 20 venham a morrer”, conta. Em 2015 servidores do IMA em diversas regiões do Estado fizeram a captura de 1.667 morcegos hematófagos em 639 abrigos vistoriados.

 

Jomar Pereira  ressalta que é importante que os produtores informem ao IMA sempre que ocorrer a morte de animal com suspeita de raiva. “Os profissionais do Instituto farão a coleta de material encefálico do animal morto para análise laboratorial e, se confirmada a doença, farão uma vistoria preventiva na propriedade”.  No caso do ataque a humanos, a pessoa que teve contato com o morcego ou com animal doente com suspeita de raiva deve procurar um hospital ou posto de saúde para tomar as vacinas curativas contra a raiva.

 

Colônias 

Jomar Pereira conta que as regiões de pecuária forte concentram uma população maior de morcegos hematófagos, mas que esses animais estão presentes em todo o território brasileiro. Eles se abrigam em ocos de árvores, porões, grutas, cisternas, cavernas e frestas de rochas, locais com pouca ou nenhuma iluminação.  Dependendo da oferta de alimentos, podem ser formadas colônias com até 200 morcegos.

 


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