Grãos de soja.
DATA: 12/01/2016

Mesmo com seca em Mato Grosso, Conab estima safra recorde

Segundo o quarto levantamento de safra, o Brasil poderá colher um total de 210,5 milhões de toneladas nesta temporada Darlene Santiago

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou um número menos otimista para a safra de grãos 2015/2016. O quarto levantamento da Conab, divulgado nesta terça-feira (12/01), aponta para uma produção total de 210,47 milhões de toneladas nesta temporada. O número é levemente inferior à estimativa divulgada em dezembro de 2015, de 210,95 milhões de toneladas.

 

Ainda assim, a estimativa indica uma safra recorde. Se essa estimativa se concretizar, haverá um incremento de 1,4% na produção, o que representa um crescimento de 2,8 milhões de toneladas se comparado com as 207,7 milhões de toneladas de grãos colhidos na temporada 2014/2015. A área cultivada é de um total estimado em 58,5 milhões de hectares, com aumento de 0,9% sobre a safra passada, que foi de 57,9 milhões de hectares. Para produzir o quarto levantamento, a Conab fez pesquisas de campo entre os dias 13 e 19 de dezembro.

 

Soja

A Conab reconhece que a seca prejudicou lavouras de soja no Estado do Mato Grosso. Segundo a entidade, na maioria das regiões produtoras foram identificados problemas e casos de replantio, com destaque para o médio norte, onde muitos municípios sofrem com a acentuada escassez de chuvas. “É consenso que a falta de precipitações irá proporcionar queda de produtividade e que a soja precoce será a mais afetada”, afirma a Conab. No Paraná e Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas e baixa luminosidade é o que preocupa os produtores, podendo atrapalhar a aplicação de defensivos e facilitar a proliferação de fungos.

 

Apesar da instabilidade climática provocada pelo fenômeno El Niño, a estimativa é de uma produção recorde de soja, com 102,11 milhões de toneladas da oleaginosa, um crescimento de 6,1% em relação à safra anterior, que foi de 96,22 milhões de toneladas. A área plantada avança 3,5%, totalizando 33,2 milhões de hectares.

 

Milho

A área destinada ao milho na primeira safra deverá recuar 7,8%, para um total de 5.665,3 mil hectares na safra 2015/16, em detrimento ao cultivo da soja. Em consequência disso, a produção estimada para o milho primeira safra é de 27,8 milhões de toneladas, uma queda de 7,7% em relação as 30,1 milhões de toneladas colhidas na primeira safra de 2014/2015.

 

Algodão

A produção será menor do que na temporada passada, prejudicada pela redução de 2% da área total plantada, que deve ficar em 956,7 mil hectares nesta safra. O recuo de área ocorre principalmente na Bahia, que é o segundo maior estado produtor. A produção de algodão em pluma deverá ser de 1,5 milhão de toneladas, uma queda de 4%.

 

Arroz

Para o arroz, há perspectivas de redução de área em quase todos os estados produtores. No Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas atrapalha a semeadura. Os números da Conab indicam redução de 3,3% da área plantada, recuo de 4,5% na produtividade e queda de 7,7% na produção.

 

Feijão

A cultura do feijão deve registrar aumento de produção e de produtividade, que vão equilibrar a redução de área plantada. A Conab estima uma produção nacional para o feijão da primeira safra de 1.185 mil toneladas, um avanço de 4,7% em relação à safra passada. Já a área plantada na primeira safra do feijão deve recuar 2,7%, para 1.024,3 mil hectares.

 

Trigo

Os produtores de trigo devem colher 5,53 milhões de toneladas, número 7,3% inferior à safra passada. Os números indicam redução da área plantada em 11,2%, ficando em 2,45 milhões de hectares.


Comente essa notícia.

Faça seu cadastro ou login gratuito para enviar comentários.

Leia mais