DATA: 09/11/2015

Menos de 25% da população ingere a quantidade diária recomendada de frutas

Hábito, falta de divulgação e concorrência com os outros tipos de produtos em razão da praticidade são as principais causas para consumo reduzido

Nascido 460 anos antes de Cristo, Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, já pregava: “Que a comida seja o teu alimento e o alimento o teu remédio”. Dois milênios e meio depois, em pleno século 21, o princípio do filósofo grego é o mais correto dos pensamentos. Boa alimentação aliada a hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, são fatores essenciais na promoção da saúde e prevenção de doenças.

 

No hall de alimentos saudáveis estão as frutas, verduras e hortaliças. Mas apesar da comprovação de sua ação benéfica à saúde humana, elas são pouco ingeridas pela população brasileira, segundo aponta dois estudos realizados em 2014, um da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), outro da Universidade de São Paulo (USP). Apenas 50 milhões de pessoas, ou seja, 25% da população ingere a quantidade diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana.

 

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Tom Prado, há uma soma de fatores para a pouca ingestão de frutas no país, tais como: hábito, falta de informação, concorrência com os outros tipos de alimentos em razão de praticidade, como os industrializados, e os altos custos de logística e transporte. “Também há muitos mitos e ruídos sobre a segurança do alimento in natura, junto aos consumidores brasileiros. A conjunção desses fatos faz que o consumo seja pequeno, infelizmente”, observa. Para Prado, antes de qualquer ação, é preciso restabelecer a confiança do consumidor, em seguida, ações de marketing para ampliar o consumo, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

O presidente da Comisão lembra que hoje o apelo em torno das frutas, verduras e hortaliças ainda é a questão de saúde pública, pois a recomendação médica é comer mais para o bem estar físico. No entanto, Prado acredita que a informação para incentivar o consumo no Brasil deve focar mais em ofertar frutas com maior conveniência, melhor sabor, melhor aparência, maior frescor e preços competitivos, mesmo tendo frutas e verduras de todos os preços e para todos os tipos de mercado. “São alguns dos aspectos possíveis para atuarmos no crescimento do consumo das frutas, pois todos os dias as pessoas se alimentam até se satisfazer”, frisa.

 

Outro ponto que prejudica o consumo das frutas é a questão de logística no Brasil. Tom Prado explica que nosso país é bem servido de rodovias, mas algumas com problemas de manutenção e altos custos. “A crise econômica diminui o consumo geral de tudo o que afeta diretamente no aumento dos custos de distribuição”, comenta.

 

Alimentação saudável

 

Frutas e hortaliças fornecem vitaminas e minerais, têm antioxidantes e alto teor de fibras, que auxiliam no trato intestinal e aumentam a sensação de saciedade. São hipocalóricas, ou seja, são alimentos de baixas calorias, e também ajudam a hidratar o corpo (com exceção dos tubérculos e raízes, todas as hortaliças são majoritariamente compostas de água).

 


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