DATA: 08/01/2016

Mato Grosso terá chuvas fracas, enquanto previsão é de temporal no Paraná

Enquanto isso, os Estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná terão chuvas acima da média a partir do fim de semana Naiara Araújo

A seca que tem prejudicado os produtores de soja do Mato Grosso desde novembro do ano passado não deve continuar. Porém, o retorno das chuvas que está previsto para o Estado não vai chegar com força nos próximos dias.

 

Segundo a meteorologista Thaize Baroni, da Somar Meteorologia, existe uma previsão de chuvas regulares para todo o Estado na próxima semana (de 10/01 a 16/01), principalmente na região Leste, onde o volume de chuva deve ser maior. “Há previsão de chuva até o fim do mês no Mato Grosso, mas não de chuvas intensas como as que vão acontecer no Paraná”, diz. O Estado terá céu encoberto e as temperaturas seguem elevadas.

 

Tempestades no Paraná e no Mato Grosso do Sul

Por outro lado, o Mato Grosso do Sul e o Paraná terão chuvas acima da média a partir deste fim de semana. Os produtores devem se preparar para possíveis temporais. O Oeste e o Leste do Paraná e municípios do Mato Grosso do Sul que fazem divisa com o Paraná serão as regiões mais afetadas pela chuva, que deve continuar na próxima semana.

 

O tempo começa a ficar mais firme no Rio Grande do Sul. A previsão é de chuva fraca para a próxima semana, mas os gaúchos devem se preparar para as altas temperaturas. “A máxima pode passar de 30 graus no interior do Estado e no extremo Oeste, região do município de Uruguaiana, a previsão indica temperaturas de mais de 35 graus”, diz a meteorologista.

 

El Niño e La Niña

O fenômeno El Niño atingiu seu pico máximo em dezembro do ano passado e a tendência é que ele continue perdendo força nos próximos meses. Segundo a meteorologista, os produtores devem esperar o La Niña, que deve começar entre setembro e outubro e pode ser benéfico no quesito chuva. “Com o La Niña esse padrão de chuva se inverte, ela fica regular no Sul e forte no Nordeste”, explica Thaize. “As temperaturas ficarão mais baixas e o Nordeste terá um inverno mais frio e mais chuvoso em comparação com o anterior.”

 


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