Mato Grosso do Sul quer facilitar a expansão da irrigação no Estado

Produção pode ter um aumento superior a sete milhões de toneladas de grãos produzidos no Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul, no sistema tradicional de cultivo agrícola, consegue colher em um ano duas safras de grãos. Entretanto, com a instalação da irrigação, este patamar se elevaria com praticamente uma safra a mais por ano, resultando no possível aumento superior a sete milhões de toneladas de grãos produzidos no Estado. O tema foi defendido em dois encontros nesta semana passada com a presença de representantes do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

 

“A irrigação é usada em caso emergencial, é uma suplementação, que pode modificar o cenário agrícola local”, afirma a consultora técnica da instituição, Daniele Coelho, enfatizando que a safra, que pode ser conquistada com o sistema, é enquadrada dentro do período já estabelecido por lei, respeitando o vazio sanitário e outras medidas preventivas, considerando que, sem a estiagem, é possível inserir mais uma safra em dois anos.

 

Para Daniele, o sistema apresenta dois obstáculos em sua expansão, o primeiro é a energia elétrica, considerando que não há na zona rural disponibilidade ideal de rede. “Há uma restrição de acesso e de capacidade suficiente para viabilizar a expansão do sistema”. O segundo é o licenciamento ambiental, diante das exigências que acabam inviabilizando o processo de irrigação. “O excesso de burocracia desestimula o produtor a investir. O produtor que opta pela adesão à irrigação já está em um nível alto de precisão em sua linha de produção do agronegócio”.

 

O primeiro encontro sobre irrigação foi realizado na sede da Casa Rural. O segundo encontro foi realizado na sede do Sindicato Rural de Campo Grande. Os encontros tiveram o objetivo de sensibilizar o governo estadual de que o Mato Grosso do Sul tem potencial para transformar 4 milhões de hectares, atualmente com cultivos tradicionais, em sistema irrigados, trazendo ganhos para diversos setores no Estado.

 

“Há produtores e consultores dispostos a encarar este desafio e, para que haja esse avanço, precisamos de políticas públicas que nos apoiem nesta evolução”, reforça Danielle. Durante a reunião, ficou acordado que o grupo d participantes vão elaborar um estudo técnico com contribuições do setor para desburocratizar o licenciamento ambiental para a irrigação.

 

 

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