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Mapa tenta negociar acordo sanitário e fitossanitário com a União Europeia

Desde maio de 2015, ministério busca apoio para facilitar o comércio de produtos agropecuários com países europeus

Desde maio de 2015, o Ministério da Agricultura (Mapa) está tentando negociando um acordo que vai facilitar os entendimentos entre o Brasil e o bloco europeu em questões sanitárias e fitossanitárias. O objetivo é facilitar o entendimento do tema e, assim, simplificar a certificação e o comércio. “Desde maio, só recebemos uma carta por parte da União Europeia dizendo que poderíamos discutir o assunto, mas não obtivemos uma resposta efetiva para a nossa proposta”, diz Tatiana Palermo, secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa.

 

O Brasil espera conseguir um aliado para apoiar o acordo. Na quarta-feira (20/01), Tatiana recebeu visita do vice-ministro de Relações Exteriores da Lituânia, Mantvydas Bekešius, para pedir apoio ao acordo sanitário e fitossanitário. O Brasil, acrescentou, tem discutido com diversos países-membros individualmente, em busca de suporte tanto para o acordo sanitário e fitossanitário quanto para questões pontuais sobre comércio de produtos agropecuários.

 

De acordo com a secretária, é interessante para o Brasil que a União Europeia seja considerada como um bloco único em questões de defesa agropecuária, de modo que uma única análise de risco de determinado produtos tenha validade para ambos os lados.

 

Áreas técnicas

Segundo Tatiana Palermo, o acordo proposto à União Europeia diz respeito a entendimentos entre as áreas técnicas e não afeta as regras comerciais vigentes. A intenção do Brasil é agilizar os processos que necessitam de aprovação mútua, a fim de estimular a cooperação e aumentar a confiança institucional no comércio.

 

Mantvydas Bekešius disse que repassará a preocupação brasileira ao ministro das Relações Exteriores da Lituânia e ao Comissário Europeu para a Saúde e a Segurança de Agricultura, Vytenis Andriokaitis, que também é lituânio. “É interessante ouvir essas demandas por parte do Brasil, que é um mercado considerado muito importante para nós e para a União Europeia”, diz.

 

 

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