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DATA: 03/12/2015

Mais de mil empresas devem utilizar o Canal Azul até o fim do ano

O sistema reduz em até 72 horas o tempo médio entre o carregamento dos contêineres na indústria e o embarque nos navios

O Ministério da Agricultura (Mapa) estima que até o final deste ano mais de mil empresas brasileiras já estejam utilizando o processo eletrônico de exportações Canal Azul. O sistema, lançado na semana passada pela ministra Kátia Abreu, elimina documentos em papel e confere agilidade na liberação de mercadorias agropecuárias.

 

Ainda este ano, o Canal Azul será disponibilizado para estabelecimentos exportadores de carne e de vegetais que demandam certificação fitossanitária. Todas as demais cadeias produtivas e de suprimentos do agronegócio serão contempladas até o final do primeiro semestre de 2016.

 

A coordenadora-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Edilene Cambraia, disse que, desde o lançamento, centenas de empresas de todas as cadeias produtivas manifestaram interesse em adotar o lacre eletrônico.

 

O Canal Azul está sendo testado em dez empresas voluntárias exportadoras de carnes, nos portos de Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Santos (SP), e deverá ser utilizado por mais de mil estabelecimentos somente este ano. O sistema reduz em até 72 horas o tempo médio entre o carregamento dos contêineres na indústria e o embarque nos navios, o que representa corte significativo nos custos de logística de transporte e armazenagem.

 

Kátia Abreu afirmou que o Canal Azul elimina burocracia desnecessária, facilitando a vida das empresas e melhorando o fluxo das exportações. “A grande vantagem é a previsibilidade da operação para as empresas, que não correm risco de ficar com a mercadoria parada no porto. Há ainda grande ganho de logística porque elas podem planejar melhor o envio da mercadoria ao porto”, diz a ministra.

 

A coordenadora Edilene Cambraia destacou que o sistema eletrônico, apesar de eliminar papéis e procedimentos, aumenta o rigor do controle sanitário e fitossanitário. “Ao integrar os sistemas, o fluxo de informação é único, tornando a informação visível ao Vigiagro desde o frigorifico até o porto. Em vez de analisar papéis, o Mapa terá informações antecipadamente de forma eletrônica.”

 

 


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