Milho
DATA: 01/02/2016

Leilão pode segurar movimento de alta das cotações do milho

As cotações no mercado físico se sustentaram, mesmo com a colheita avançando no Sul e Sudeste

Durante as últimas semanas de janeiro, o movimento de alta nos preços do mercado milho perdeu força. Entretanto, os valores ainda seguem firmes em grande parte das regiões. Vendedores se retraíram esperando novas altas, enquanto compradores seguiram relutantes em fechar novos negócios.

 

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com isso, as cotações no mercado físico se sustentaram, mesmo com a colheita avançando no Sul e Sudeste, pois o volume disponibilizado ainda é reduzido. Já os contratos futuros com vencimentos mais recentes sinalizam leve queda.

 

Leilão da Conab

Com a forte alta acumulada nos preços do milho nos últimos meses, a Companhia Nacional de Abastecimento deverá realizar um leilão hoje (01/02), quando serão colocadas à venda 148,02 mil toneladas, ou cerca de 0,27% do consumo estimado na temporada 2014/2015. Este leilão do governo federal poderá diminuir o impacto altista sobre os preços em algumas regiões, principalmente porque os valores do mercado spot estão expressivamente acima dos preços de abertura do leilão.

 

O Indicador Esalq/BM&FBovespa, referente à região de Campinas, sofreu recuo de 2,31% nos últimos sete dias, fechando a R$ 42,27 por saca de 60 quilos na última sexta-feira (29/01). “Se considerados os negócios também em Campinas, mas com prazos de pagamento descontados pela taxa NPR, a média à vista foi para R$ 41,85 por saca, queda de 2,42% na mesma comparação. Em janeiro, as altas são de 14,77% e 14,88%, respectivamente”, diz o Cepea.

 


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