DATA: 11/12/2015

Itaueira aposta no cultivo de mini-melancia sem sementes

A empresa produziu 150 mil caixas da fruta neste ano e pretende elevar a produção em 50% em 2016 Darlene Santiago

Magali é uma famosa personagem da Turma da Mônica que tem um apetite voraz, muito retratada com uma melancia nas mãos. Por causa dessa ligação tão evidente entre a Magali e a fruta, a garotinha dos quadrinhos infantis será capaz de alavancar as vendas de uma empresa do agronegócio.

 

José Roberto Prado, diretor da Itaueira

José Roberto Prado, diretor da Itaueira

A partir de uma parceria com a Mauricio de Sousa Produções, a personagem foi escolhida como a garota-propaganda ideal para lançar a melancia da Itaueira, empresa produtora de melões e melancias de Fortaleza (CE). “Estamos produzindo melancia sem sementes, um produto que agrada bastante o consumidor, especialmente as crianças”, diz José Roberto Prado, diretor da Itaueira.

 

A empresa aposta suas fichas na “Melancia da Magali”, o principal lançamento da Itaueira em 2015. A melancia em miniatura tem formato bem arredondado, casca verde e polpa vermelho intenso, e tem como característica marcante a doçura. A empresa produziu 150 mil caixas da mini-melancia neste ano e pretende elevar a produção em 50%, alcançando 225 mil caixas em 2016. A melancia deverá ter um papel relevante no portfólio da Itaueira, que é conhecida pela produção do Melão Rei, com produção anual de cerca de sete milhões de caixas de melão.

 

Entre os desafios para incrementar a produção está o manejo da melancia, que exige aprendizado constante. “O manejo é mais difícil”, afirma Prado. Segundo ele, como a fruta não tem sementes, não há polinização. Então, é preciso alternar a plantação com outra variedade de melancia para que haja a reprodução. “Por isso, que o custo de produção é maior”, diz o diretor. “Também temos 2,5 mil colmeias para polinizar o cultivo.” Para que o lançamento fosse possível, a empresa dedicou quatro anos de testes com a variedade e aprimoramento do manejo integrado de pragas. “Nosso negócio não é só produzir frutas, é produzir frutas saborosas. Isso é difícil e demorado, por isso levamos tanto tempo para lançar a variedade”, afirma Prado.

 

A Itaueira é dona de um total de 2,6 mil hectares, distribuídos em três propriedades rurais, no Ceará, na Bahia e no Piauí. “Cultivamos em regiões diferentes para colher sempre”, diz Prado. Segundo ele, na fazenda localizada em Aracati (CE), a colheita ocorre de setembro até janeiro. Em Ribeiro do Amparo (BA), as frutas são colhidas entre janeiro e maio. Em seguida, a colheita se concentra em Canto do Buriti (Piauí), de maio a setembro.

 

Desse total, por enquanto, apenas 180 hectares são destinados à produção da mini-melancia, mas a área cultivada deve avançar. “No Exterior, o consumo de variedades de mini melancia está crescendo. Acredito que deve acontecer o mesmo no Brasil”, afirma Prado. “A melancia sem sementes é pequena e tem um custo unitário maior. Mas, a melancia comum, mesmo mais barata, gera um desperdício muito grande, então a mini melancia oferece um consumo mais prático e acaba sendo mais econômica.”

 


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