DATA: 11/02/2016

Investimento em infraestrutura vai facilitar escoamento da safra no Paraná

Ferroeste investiu R$ 4 milhões na compra de locomotivas e 400 vagões graneleiros

Investimentos na área de infraestrutura vão facilitar o escoamento da safra de verão neste ano, que já começou a ser colhida em todo o Estado do Paraná. Duplicação de estradas, aumento da produtividade do Porto de Paranaguá e da capacidade de movimentação da Ferroeste vão trazer benefícios para produtores e exportadores.

 

Segundo última estimativa da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, o Paraná vai colher 22,1 milhões de toneladas de grãos na safra de verão, com destaque para a soja. O grão deve render mais uma safra recorde, de 18,1 milhões de toneladas, 7% mais do que no ano passado. “Ao longo desses cinco anos de gestão, o Governo tem investido na melhoria da infraestrutura, buscando reduzir o custo Paraná. Na área de rodovias, a preocupação é agilizar o escoamento da porteira da fazenda ao Porto de Paranaguá, facilitando o envio da produção para exportação ou aos grandes centros consumidores, como São Paulo”, diz o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

 

A colheita da soja, principal produto agrícola do Estado, já atinge 17% da produção e deve alcançar o seu pico entre o fim de fevereiro e abril. Com a comercialização em alta, a tendência é de um aumento significativo do transporte do grão no Estado.

 

Comercialização

Neste ano, 34% da safra de soja já foi vendida, quase três vezes mais do que no mesmo período de 2015, quando 12% da produção havia sido comercializada. “Houve uma antecipação provocada pela alta do dólar, que tornou a soja bastante atraente para os compradores”, diz Marcelo Garrido, chefe de Deral. A região Oeste é a mais adiantada na colheita da soja. No caso do milho da primeira safra, a colheita atinge 10% da produção, estimada em 3,6 milhões de toneladas.

 

Trens

A colheita já tem reflexo nos volumes transportados pela Ferroeste. No ano passado, a empresa investiu R$ 4 milhões na compra de cinco locomotivas e 400 vagões graneleiros para fazer frente aos contratos para a safra. “As cinco locomotivas e 320 vagões já estão em operação. Com isso podemos atender a demanda que já existia, mas que não estava sendo atendida. Tivemos uma alta expressiva na movimentação já em janeiro”, diz João Vicente Bresolin Araújo, diretor-presidente da empresa.

 

Os trens da Ferroeste transportaram 48.040 toneladas de grãos (soja e milho) na sua malha entre Cascavel e Guarapuava em janeiro. O volume, recorde, representou um aumento de 143% sobre o mesmo mês de 2015. “A modernização tem tornado mais atrativo o frete da região Oeste ao porto de Paranaguá”, diz o secretário José Richa Filho.

 

O transporte de grãos pela ferrovia chega a ser 20% mais barato do que por rodovia e há um potencial ainda grande para crescimento. A expectativa da Ferroeste é movimentar, até o fim do ano, 1,2 milhão de toneladas de produtos, 65% mais do que em 2015. A maior parte desse volume deve ser de grãos.

 

Exportação

Metade da produção de soja no Paraná tem como destino a exportação, principalmente para a China. O Porto de Paranaguá vem investindo em ganhos de produtividade, com instalação de novos equipamentos para dar agilidade ao embarque de grãos.

 

No ano passado, o porto investiu R$ 59 milhões para colocar em operação quatro novos shiploaders – equipamentos usados para carregar os navios no Corredor de Exportação. Os equipamentos conseguem carregar com velocidade 33% maior do que os antigos, aumentando o volume de embarque por hora de 1,5 mil toneladas para 2 mil toneladas por hora.

 

Também está em curso a obra de reforma do cais do porto, que agora está sendo realizada na área do Corredor de Exportação. O projeto vai permitir que todos os berços operem com pelo menos 13,8 metros de profundidade, permitindo navios maiores e um carregamento mais rápido. O investimento é de R$ 89 milhões.

 

Em janeiro, o porto movimentou 1,34 milhão de toneladas de soja, milho e farelo, 34% mais do que no mesmo período do ano passado. Somente os embarques de soja totalizaram 311 mil toneladas, cinco vezes mais do que em janeiro de 2014 (61 mil toneladas).

 

A programação do porto é de que de fevereiro a abril – pico da safra – devem passar pelo porto 6,5 milhões de toneladas de soja, farelo e milho, cerca de 30% mais do que no mesmo período do ano passado. Desse total serão 4,4 milhões de toneladas de soja em grão, 25% mais na mesma base de comparação.

 

Rodovias

Estima-se que 56% da produção de grãos seja transportada até o porto por rodovia. O Paraná vem colocando em prática o maior programa de duplicação de estradas nos últimos 25 anos. São 474 quilômetros de rodovias duplicadas, sendo que 74 quilômetros foram entregues, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Logística. Três deles estão situados na BR 277: entre Guarapuava até Distrito de Relógio, o contorno de Campo Largo e a ligação entre Medianeira e Matelândia. Além desses, foi concluído o contorno de Mandaguari, na BR 376.

 

O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) investiu R$ 300 milhões em novas obras rodoviárias em 2015. Para esse ano, o orçamento do DER foi aumentado para R$ 1,6 bilhão. Em manutenção rodoviária foram R$ 130 milhões no ano passado, montante que deve subir para R$ 404 milhões em 2016.

 

Destaque no sul

No ano passado, uma pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT) apontou a malha do Paraná como a melhor do Sul. Foram avaliados 5.996 quilômetros de rodovias que cortam o Estado. Cerca de 47% das rodovias avaliadas no Paraná estão em ótimas e boas condições e 33,3% são regulares.

 


Comente essa notícia.

Faça seu cadastro ou login gratuito para enviar comentários.