Inseticida biológico pode controlar o mosquito Aedes aegypti

Produto foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia

O larvicida biológico Bt-horus, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) pode combater as larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor do vírus Zika (que pode causar microcefalia), da dengue e da febre chikungunya.
O bioinseticida – feito à base de Bacillus thuringiensis israelenses (Bti) – foi criado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia. Durante videoconferência com todas as unidades da Embrapa e da Conab, a ministra da agricultura Kátia Abreu defendeu o uso do produto para combater o vírus Zika, nesta quinta-feira (11/02).

 

O grande benefício, em comparação com os inseticidas tradicionais, é que o produto orgânico causa a morte apenas da larva do mosquito, sem afetar pessoas nem animais domésticos, inclusive peixes, aves e outros insetos benéficos. Também não afeta o ambiente, porque não é cumulativo ou poluente.  Pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água e tenha potencial para ser um criadouro do aedes.

 

Produção

Larvicidas à base de Bti são usados há décadas em países como os Estados Unidos. O produto brasileiro BT-horus já está registrado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Mapa, mas ainda não é produzido em escala industrial. “Trata-se de uma alternativa importante para atender à urgência do momento”, afirmou a ministra Kátia Abreu, que também apontou a possibilidade de importar o bioinseticida dos Estados Unidos.

 

O presidente da Embrapa, Mauricio Lopes, disse que um segundo produto com a mesma finalidade foi desenvolvido em parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt)e  está pronto para ser registrado. O nome é Inova-Bti. Um frasco de 30 mililitros, que custa de R$ 3 a R$ 4, é suficiente para atender uma residência por dois meses. Por ser de fácil aplicação, pode ser utilizado pela própria população, assinalou a ministra.

 

“O produto mata apenas as larvas e não causa danos à saúde humana. Por isso, até mesmo as crianças podem receber o frasco na escola e levar para casa, diferentemente dos produtos químicos. Junto ao frasco, virão as instruções sobre o uso”, disse Kátia Abreu. O uso do biolarvicida é uma das alternativas de combate ao mosquito.

 

O Ministério da Agricultura está fazendo uma ampla campanha interna de conscientização e prevenção contra o mosquito Aedes aegypti.  São 26.284 servidores espalhados em todo o país – incluídos os órgãos vinculados – que podem ser mobilizadores e voluntários em ações de combate à proliferação do mosquito nas diversas localidades onde o ministério está presente. São 905 imóveis geridos pela pasta, além de 800 armazéns e outros 33.600 estabelecimentos nos quais o Mapa desenvolve ações de defesa agropecuária.

 

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