Frango.
DATA: 16/12/2015

IMA define requisitos para registro de granjas mineiras

A partir de 1º de março de 2016, as granjas que não estiverem registradas e funcionamento autorizado de acordo com a portaria estarão proibidas de alojar aves

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) publicou na terça-feira (15/12) no Diário Oficial – jornal “Minas Gerais”, a portaria de número 1555, estabelecendo prazo para o registro das granjas de frango e peru de corte e de galinha de postura, além dos estabelecimentos de criação de outras aves como codorna e faisão, destinadas à produção de carne e ovos para consumo humano.

 

A partir de 1º de março de 2016, as granjas que não estiverem registradas ou com funcionamento autorizado de acordo com a portaria estarão proibidas de alojar aves, sujeitando-se às sanções previstas em lei. Para auxiliar os produtores na adequação e registro desses estabelecimentos, o IMA produziu uma cartilha, intitulada “Registro de Granjas Avícolas Comerciais”, disponível para consulta gratuita aqui.

 

Combate à gripe do frango

A edição da portaria e da cartilha de apoio aos produtores faz parte do esforço do IMA, junto com as entidades representativas da cadeia produtiva da avicultura, para que as granjas venham a  adotar  ações preventivas  contra a influenza aviária (gripe do frango),  uma vez que existe o risco da entrada desse vírus no Brasil.

 

“Os Estados Unidos registraram a presença do vírus em granjas daquele país desde o final do ano passado. O vírus é transmitido entre as aves pelas vias respiratórias, sendo as aves silvestres o principal reservatório do vírus. Como existe um processo de migração de aves no continente, há o risco da sua entrada no Brasil”, diz Izabella Hergot,  médica veterinária e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola do IMA.

 

A preocupação com a influenza aviária se justifica porque além de ser uma doença que provoca alta mortalidade em aves, causando prejuízos financeiros para o produtor e para o consumidor, que perde o acesso aos produtos (carne e ovos), é também uma grave zoonose, podendo ser transmitida para o homem.

 

A ocorrência da doença em determinada região fecha o respectivo mercado para exportação. A veterinária lembra que Minas Gerais é um importante polo de avicultura, com cerca de 2,4 mil granjas. De acordo com informações da Associação Brasileira de Proteína Animal a produção mineira de ovos de consumo em 2014 foi de 341 milhões de dúzias, o que confere a Minas o segundo lugar em produção nacional.

 

Izabella Hergot conta que o registro dos estabelecimentos avícolas junto ao IMA implica na  adoção, pelas granjas, de medidas de biosseguridade para a prevenção contra o vírus. Entre as medidas está a instalação de telas anti-pássaros nos galpões de criação, cercas que impeçam a entrada de outros animais no núcleo de criação, restrição e controle da entrada de pessoas alheias ao processo de produção, desinfecção de veículos na entrada e saída dos estabelecimentos, assim como controle do trânsito destes veículos e o uso de roupas limpas pelos funcionários.

 

“Estas e outras  informações constam da cartilha que elaboramos com o passo a passo, um roteiro  para o registro das granjas. Esse material vai ajudar os produtores a adequarem a sua unidade de produção de forma a obter o registro junto ao IMA”, afirma.

 


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