DATA: 14/10/2015

IMA aumentou em 11% a área fiscalizada no vazio sanitário da soja em 2015

Medida adotada desde 2007 vem contribuindo para a redução gradativa dos focos de ferrugem asiática nas lavouras de Minas

Levantamento realizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) mostrou que o Instituto aumentou neste ano em 11%  a área fiscalizada durante o período do vazio sanitário da soja, iniciado em  1º de julho e encerrado em 30 de setembro, que passou de 194.142 hectares  em 2014 para 212.290 hectares neste ano. O Instituto registrou aumento também de 5% no número de fiscalizações de propriedades. Neste ano foram realizadas 622 fiscalizações ante 590 no ano passado.

O vazio sanitário consiste num período de três meses durante o qual fica proibido o plantio de soja em todo o estado, exceto para as situações previstas na legislação e  desde que autorizadas pelo IMA. O objetivo é prevenir e combater a  ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi  e que leva à morte as plantas infectadas. A produção de soja em Minas alcançou 3,5 milhões de toneladas em 2015.

Durante o vazio, fiscais do IMA notificaram 55 propriedades que apresentaram algum tipo de inconformidade com plantas vivas nas lavouras.  Os produtores tiveram 10 dias para corrigir a situação e, ao final, somente seis não regularizaram a plantação, o que levará a processo administrativo com possibilidade de multa que poderá chegar a  1,5 mil Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs), somando cerca de R$ 4.084,35.

“O balanço que fazemos do vazio sanitário da soja é extremamente positivo pois, desde 2007 quando foi realizado pela primeira vez, vem caindo o número de ocorrências de ferrugem asiática nas plantações de Minas”, avalia o gerente de Defesa Sanitária Vegetal do IMA,  Nataniel Diniz Nogueira.  Ele cita o acompanhamento feito em tempo real pelo Consórcio Antiferrugem da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), identificando que  na safra 2014-2015 foram registrados dois focos da doença, ante cinco focos na safra 2012-2013.  “Esses resultados mostram o compromisso dos produtores rurais com o vazio sanitário da soja, pois sabem que a medida protege as lavouras, a renda dos agricultores e o mercado mineiro de sojicultura. É também a forma mais barata de se combater a doença pois, com o vazio, diminui a necessidade do uso de agrotóxicos para se combater o fungo que ataca as plantações.”

 


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