DATA: 18/12/2015

IBGE divulga mapa de cobertura e uso da terra do Maranhão

No que se refere às áreas antrópicas agrícolas, a pecuária está disseminada por todo Estado, ocupando cerca de 47,12% do território

No mapeamento sistemático desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as categorias geográficas são identificadas pela interpretação de imagens de satélite e ajustadas às informações obtidas em trabalhos de campo. O mapeamento no Maranhão identificou quatro categorias: áreas antrópicas não agrícolas, áreas antrópicas agrícolas, áreas de vegetação natural, águas e áreas descobertas.

 

Na categoria áreas antrópicas não agrícolas, foram identificadas áreas de mineração, com destaque para a exploração de ouro no município de Godofredo Viana e a exploração de granito ornamental, pedra brita, e extração de areia nos municípios de Bacabeira e Rosário, bem como a exploração de calcário e cimento no município de Codó. A outra classe presente nesta categoria é a das áreas urbanizadas.

 

No que se refere às áreas antrópicas agrícolas, a pecuária está disseminada por todo Estado, ocupando cerca de 47,12% de seu território, seja em classes individualizadas ou em classes associadas a outras atividades, como os cultivos temporários ou permanentes, o reflorestamento e, ainda, o extrativismo florestal. Nesta categoria, a maior concentração está na porção Norte/Noroeste do Estado.

 

A pecuária bubalina também é destaque e, segundo a Produção Pecuária Municipal 2014, do IBGE, o Estado ocupa o quinto lugar na criação de búfalos. Ainda na categoria de Áreas Antrópicas Agrícolas, a produção de grãos teve grande expansão nas chapadas ao sul do Estado, dentre eles a soja, sendo o município de Balsas seu principal representante. Também o milho e o arroz têm expressão estadual. Em razão da escala cartográfica do mapeamento, essas culturas aparecem com legendas individualizadas ou associadas a outras atividades.

 

A categoria áreas de vegetação natural está dividida em áreas de cobertura florestal e áreas campestres. As áreas de cobertura florestal ocupam 30,52% do Estado, com destaque para o extrativismo de madeira e para outros produtos da floresta. Em alguns casos, reflorestamentos com espécies de eucalipto estão associados a essas coberturas, por ocuparem áreas já sem vegetação. Esse uso é notório nos municípios de Açailândia, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Barra do Corda, Grajaú, Santa Luzia.

 

Na área com vegetação secundária da Floresta Ombrófila Aberta, afloram os babaçuais em associação com a pecuária. Nas áreas campestres, notadamente nas formações pioneiras alagadas, encontra-se a pecuária bubalina, como nos municípios de Santa Helena, Pinheiro, Turilândia e Turiaçu, na bacia do rio Pericumã. Em algumas áreas alagadas observa-se também o cultivo de arroz.

 

No sul do Estado, as áreas campestres ocorrem nas chapadas, conhecidas como gerais, onde predominam o cultivo dos grãos e o gado bovino, como nos municípios de Alto Parnaíba, Balsas, Fortaleza dos Nogueiras, Nova Colinas, Riachão e Tasso Fragoso. A categoria águas abrange as águas continentais e as águas costeiras, queservem ao transporte, à pesca e ao lazer.

 

A categoria áreas descobertas (0,54% do Estado) está representada, principalmente, pelas grandes extensões de dunas e é voltada para o turismo e lazer. Um exemplo dentro dessa categoria é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

 


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