DATA: 26/10/2015

Guia ensina manejo da mosca-branca e de viroses no tomateiro

O documento é intitulado de "Guia para o reconhecimento e manejo da mosca-branca, da geminivirose e da crinivirose na cultura do tomateiro"

Para auxiliar a cadeia produtiva do tomate a combater a mosca-branca, uma das principais pragas da cultura, pesquisadores da Embrapa Hortaliças reuniram em uma publicação uma lista de procedimentos que devem ser realizados em cada fase do desenvolvimento da lavoura com a finalidade de reduzir as perdas na produção e o prejuízo do produtor rural.

 

Intitulado de “Guia para o reconhecimento e manejo da mosca-branca, da geminivirose e da crinivirose na cultura do tomateiro”, o documento relaciona as etapas operacionais que devem ser cumpridas pelo produtor para possibilitar um eficiente manejo integrado da praga. Para tanto, há informações sobre os vírus transmitidos, as formas de transmissão, os sintomas das doenças e as medidas de monitoramento e de controle.

 

A mosca-branca é um inseto sugador de seiva que, durante a alimentação, debilita a planta e injeta toxinas que causam perda de vigor, maturação desigual dos frutos e isoporização da polpa (perda de textura e sabor). Porém, o principal dano causado pela mosca-branca no tomateiro é a transmissão de vírus, especialmente o begomovírus e o crinivírus, que podem comprometer a produtividade das plantas.

 

O uso de inseticidas sintéticos tem sido a base do controle desse inseto-praga, mas devido à evolução da resistência nas populações de mosca-branca, em decorrência da adoção isolada ou equivocada dos produtos químicos, fica evidente a necessidade de recorrer ao manejo integrado para minimizar os prejuízos na lavoura e obter maior sucesso no  controle da praga. “A aplicação simultânea de um conjunto de medidas é necessária para a sustentabilidade da produção”, aponta o pesquisador Miguel Michereff Filho, autor do Guia.

 

Entre as medidas de controle sinalizadas na publicação estão: utilização de cultivares adaptadas e tolerantes, produção de mudas em telados, monitoramento com armadilhas adesivas, controle do vetor, adoção do vazio sanitário, implantação de barreiras físicas ao redor dos cultivos, controle de plantas espontâneas, eliminação de plantas jovens de tomateiro infectadas com vírus, destruição dos restos culturais, entre outros.

 

Resultado de pesquisas conduzidas entre 2011 e 2015, na região do Brasil Central, o documento também consolida a recomendação de iniciar os plantios de tomateiro rasteiro (cultura-alvo do vazio sanitário) somente a partir de abril, quando há menor incidência de mosca-branca oriunda de lavouras de outras culturas, principalmente a soja.

 

“As recomendações técnicas do documento aplicam-se aos diferentes sistemas de condução do tomateiro e às principais regiões produtoras”, informa a pesquisadora Alice Nagata, co-autora da publicação, para quem a adoção das medidas pode causar um impacto muito positivo no setor produtivo de tomate, especialmente em virtude da racionalização do uso de inseticidas, “com reflexos diretos no custo de produção e na rentabilidade dos produtores, assim como na preservação ambiental e na qualidade dos alimentos”.

 

Além disso, o Guia apresenta um viés de capacitação muito acentuado, já que pormenoriza todas as boas práticas para controle da mosca-branca no tomateiro, podendo, assim, ser utilizado como material didático em cursos de formação e reciclagem de extensionistas que atuam nessa cadeia produtiva.

 

 


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