DATA: 27/01/2016

Governo de São Paulo reativa navegação na hidrovia Tietê-Paraná

Com reativação, espera-se que a movimentação na hidrovia, em 2016, supere 6,3 milhões de toneladas de cargas

O Governo de São Paulo reativou a navegação na Hidrovia Tietê-Paraná, no trecho entre o km 99,5 do reservatório de Três Irmãos e a eclusa inferior de Nova Avanhandava. Esse trecho estava interrompido para a passagem de embarcações desde maio de 2014, em decorrência do baixo nível dos reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira.

 

A hidrovia é gerenciada no trecho paulista pelo Departamento Hidroviário (DH), órgão vinculado à Secretaria de Logística e Transportes, e beneficia diretamente os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná.

 

A navegação no trecho foi reativada nesta quarta-feira (27/01), com o calado de 2,80 metros, estabelecido pelo Departamento Hidroviário a partir da manutenção da cota dos reservatórios definida em 325,94 metros pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão federal responsável pelo setor energético.

 

A retomada da navegação representa a geração de empregos e contribui para a redução de custos com logística, já que esse tipo de transporte apresenta custos operacionais inferiores a outros modais. Além disso, a hidrovia oferece vantagens logísticas ao contribuir para reduzir o tráfego nas estradas.

 

O secretário de Logística e Transportes, Duarte Nogueira, ressaltou que com a retomada da navegação será possível recuperar o transporte de milhões de toneladas de cargas, reduzir o prejuízo da interrupção durante esses 20 meses, recuperar no mínimo 1,6 mil empregos e aumentar a capacidade de exportação do Estado.

 

A importância da hidrovia

A Hidrovia Tietê-Paraná ocupa importante papel no escoamento de cargas, além de ser um dos principais corredores de exportação do país. De 2006 a 2013, a quantidade de cargas cresceu de cerca de 3,9 milhões de toneladas para 6,3 milhões de toneladas. Alguns dos principais produtos transportados são milho, soja, óleo, madeira, carvão, cana de açúcar e adubo.

 

Com a reativação da passagem de cargas de longo percurso, a projeção de movimentação na hidrovia, em 2016, é superar o montante de 6,3 milhões de toneladas de cargas registrado em 2013. Para o ano de 2017, a expectativa é de que essa quantidade suba para sete milhões de toneladas.

 

A suspensão da navegação do trecho, em Buritama, atingiu as cargas de longo percurso vindas de São Simão (GO) e Três Lagoas (MS), que compreendem soja, milho, celulose e madeira. No restante do no trecho paulista da hidrovia houve navegação de cana de açúcar e areia. No ano em que o ponto foi interrompido, em maio de 2014, foram movimentados 4,6 milhões de toneladas de cargas. Já em 2015, o movimento registrado foi de 4,5 milhões de toneladas.

 


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