Governo catarinense investe R$ 48 milhões no Programa Terra-Boa

O investimento é para aquisição de 220 mil sacas de sementes de milho, 300 mil toneladas de calcário, kits forrageiras e de apicultura

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca renova a parceria com a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) e lança o Programa Terra-Boa para este ano. Em 2016, a Secretaria vai investir quase R$ 48 milhões para apoiar a aquisição de 220 mil sacas de sementes de milho, 300 mil toneladas de calcário, 3.500 kits forrageiras e 294 kits apicultura. O lançamento oficial do Programa aconteceu na quarta-feira (17/02), durante a abertura do Show Tecnológico Rural do Oeste Catarinense (Tecnoeste), em Concórdia.

 

Segundo o secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, o Terra-Boa é um grande aliado dos produtores rurais para o aumento de produtividade. “O Programa é uma chance para que o pequeno produtor tenha acesso a sementes de alta qualidade, que possibilitam produzir mais utilizando o mesmo espaço. O milho é um insumo importante para Santa Catarina e, apesar de termos uma boa produção, ainda não é o bastante para atender a suinocultura, avicultura e bovinocultura. Com o apoio do Terra-Boa os agricultores podem produzir ainda mais utilizando a mesma área”.

 

Para subsidiar as 300 mil toneladas de calcário, o Governo do Estado investirá aproximadamente R$ 22 milhões e os agricultores poderão retirar até 30 toneladas do produto. O calcário poderá ser retirado de duas maneiras: nas cooperativas ou direto nas empresas mineradoras. Via cooperativas, o produto é retirado próximo à propriedade rural e o agricultor irá pagar pelo calcário o equivalente em sacos de milho consumo, com preço de referência fixado no início de cada ano. Já se o calcário for retirado na empresa mineradora, não terá custo algum, mas o produtor é responsável pelo transporte do produto até sua propriedade.

 

Foram R$ 16,5 milhões destinados ao subsidio de 220 mil sacos de semente de milho, incluindo grãos de médio valor genético até as de altíssimo potencial genético. A intenção é aumentar a produtividade e diminuir o déficit catarinense na produção de milho. As relações de troca para sementes de milho continuam as mesmas do ano passado, o agricultor receberá os sacos de semente e devolverá no próximo ano, com o produto da colheita.

 

Serão quatro sacos de milho consumo para cada saco de 20 quilos de semente de média tecnologia, ou nove sacos do milho consumo para cada saco de semente de alta tecnologia. Se o produtor preferir sementes com tecnologia de ponta, a devolução poderá ser de 15 ou 20 sacos de milho consumo para cada saco de semente que plantar.

 

Visando a melhoria e implementação de um hectare de pastagem, o Programa oferece ainda 3,5 mil kits forrageiras, um investimento de R$ 7,7 milhões. Cada kit é formado por mais de 80 produtos selecionados pelo agricultor e fornecidos a partir de um projeto técnico elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

 

O kit forrageira deverá ser composto por sementes e fertilizantes e terá um custo de no máximo R$ 2 mil que pode ser pago em duas parcelas anuais sem juros. Ou, se o produtor optar por fazer um pagamento único na data de vencimento da primeira parcela ele terá um desconto de 60% no valor da segunda parcela.

 

Para os apicultores, o Terra-Boa oferece subsídios para aquisição de 294 kits com equipamentos, insumos e abelhas rainhas. O secretário Sopelsa acredita que o kit apicultura resultará no aprimoramento da produção catarinense e também poderá se transformar numa importante alternativa de renda para os produtores rurais. O valor do kit é de cerca de R$ 1.800 e cada abelha rainha custa R$ 8. Ao adquiri-lo, o produtor terá dois anos de prazo para pagamento com parcela anual sem juros. Se o pagamento for único, haverá subvenção da ordem de 60% sobre o valor da segunda parcela.

 

Para participar do Programa Terra-Boa os agricultores devem procurar um escritório da Epagri e retirar um documento chamado aviso de retirada. Já no próximo mês, as cotas estarão disponíveis para todos os municípios e, com o documento fornecido pela Epagri em mãos, o produtor deve ir até uma cooperativa ou casa agropecuária credenciada para retirar o calcário, semente de milho ou forrageira.

 

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