Rosa
DATA: 27/11/2015

Governo carioca apoia produtores de rosas

Programas Florescer e Rio Rural trazem especialista de Holambra para orientar produtores da flor na Região Serrana

Visando atender às exigências de mercado de rosas e dar ao produtor fluminense condições de competitividade, os programas Florescer e Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura, trouxeram ao Rio de Janeiro o especialista em rosas, Adonis Antonio Patriani para dar assistência aos produtores.

 

O consultor de Holambra, que percorreu as plantações em Nova Friburgo e Bom Jardim, municípios da Região Serrana, com maior número de produtores neste cultivo, analisou a condução da lavoura, a importância do ponto de corte das rosas, fitossanidade e nutrição da cultura, promovendo um diagnóstico do segmento.

 

Durante sua visita, acompanhado por técnicos da Emater-Rio, promoveu palestras e debates com os produtores da região, apontando os acertos e erros identificados no campo. Entre os pontos positivos, salientou o controle biológico que muitos já vêm realizando de forma empírica, sem identificar que o manejo sustentável é um diferencial na produção.

 

Outro aspecto com grande interferência na produtividade e qualidade das rosas, destacado pelo consultor, foi o ponto de corte das hastes, que deve levar em consideração o seu cumprimento e o número de gemas.

 

O município de Bom Jardim é o maior produtor de rosas do estado, com 200 floricultores e 47 hectares cultivados exclusivamente com a flor, que totalizam 2, 256 milhões de dúzias por ano. A produção comercializada principalmente no mercado da Cadeg, no Rio de Janeiro, movimenta aproximadamente R$ 67,7 milhões.

 

Para Roque Barroso, maior produtor da flor no Estado, com 130 mil pés, cultivados em sua propriedade, na microbacia de Venda Azul, no município, o apoio do Rio Rural e do Florescer é uma oportunidade única para inovar a produção e dar competitividade ao produto fluminense.

 

“Estou sempre buscando novas cultivares e novas tecnologias para melhorar a qualidade e a padronização das minhas flores”, diz ele, que vem substituindo gradativamente o cultivo de rosas a céu aberto, pelo sistema de plantio em estufas.

 

O tratamento pós-colheita também foi abordado durante as visitas do técnico. A hidratação do produto, limpeza, classificação e o seu resfriamento em câmaras frias foram sinalizadas como itens favoráveis na durabilidade das flores.


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