DATA: 23/11/2015

Força-tarefa vai avaliar os prejuízos do rompimento da barragem em Mariana

Na primeira etapa da força-tarefa, a Embrapa e Epamig realizam a coleta de amostras dos solos atingidos

Uma força-tarefa começou a fazer visitas às propriedades rurais atingidas pela lama com resíduos de mineração, após o rompimento de uma barragem da empresa Samarco, no município de Mariana (MG). Técnicos irão avaliar os impactos provocados pelo acidente, além da análise do solo da região para verificar as condições de fertilidade para retomada da produção agropecuária.

 

No dia 18/11, durante uma reunião na Câmara Municipal de Mariana foi decidido um plano de ações envolvendo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Minas Gerais (Epamig), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e representantes das prefeituras de Mariana e Barra Longa.

 

“A Emater-MG, pelo conhecimento e convivência direta com os produtores, tem capacidade de visitar as comunidades e identificar as reais perdas. Pelos conhecimentos dos técnicos nas atividades desenvolvidas na região e até mesmo dos próprios produtores, será possível saber as perdas econômicas e produtivas das propriedades”, afirma o gerente do Departamento Técnico da Emater-MG, Leonardo Kalil.

 

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, João Cruz, todo sistema de agricultura de Minas Gerais e entidades do Governo Federal, com a Embrapa, estão envolvidos no atendimento aos municípios. “Nosso desafio é muito grande. A reunião é para planejar e oferecer uma solução do que fazer com as propriedades rurais atingidas pela lama”, diz.

 

Na primeira etapa da força-tarefa, a Embrapa e Epamig realizam a coleta de amostras dos solos atingidos. Em seguida, os técnicos da Emater-MG vão percorrer as áreas para identificar as perdas dos agricultores prejudicados. Leonardo Kalil também afirma que pelas condições dos acessos às comunidades e propriedades ainda não é possível ter um prazo para o trabalho. “Vamos utilizar geotecnologias e imagens de satélites e aéreas para fazer o analise o mais rápido possível e oferecer respostas e soluções para os produtores rurais”, conta.

 


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