DATA: 23/10/2015

Fibria registra recorde de Ebitda, margem e fluxo de caixa

Empresa fecha o terceiro trimestre com R$ 1,55 bilhão de ebitda, 56% de margem e fluxo de caixa livre acima de R$ 1 bilhão

A Fibria, empresa produtora de celulose de eucalipto, encerrou o terceiro trimestre de 2015 com o melhor desempenho operacional da sua história, acumulando recordes de Ebitda, margem Ebitda e fluxo de caixa livre. Segundo a empresa, o resultado é fruto de disciplina financeira, da demanda global de celulose aquecida, e da valorização do dólar.

 

No trimestre, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado atingiu R$ 1,55 bilhão, com crescimento de 683% na comparação com o mesmo período de 2014 e aumento de 127% em relação ao trimestre anterior.

 

A margem Ebitda foi a maior da história da Fibria, alcançando 56%, seis pontos percentuais a mais do que no último trimestre e 21 pontos acima do mesmo período do ano passado. Beneficiada pela valorização do dólar frente ao real, a geração de fluxo de caixa livre não considerando o investimento (Capex) relacionado ao projeto Horizonte 2 foi de R$ 1,12 bilhão no trimestre, mais que o dobro do registrado no segundo trimestre de 2015 e representando cerca de 50% do fluxo de caixa livre acumulado nos últimos doze meses – que totalizou R$ 2,297 bilhões, antes da distribuição de dividendos em maio e do Capex do projeto Horizonte 2, para a ampliação da fábrica de Três Lagoas (MS), com investimento total de US$ 2,5 bilhões.

 

No terceiro trimestre de 2015, a receita líquida da Fibria atingiu R$ 2,79 bilhões, representando um aumento de 60% quando comparada a igual período de 2014 e 21% acima frente ao trimestre anterior. As vendas de celulose de eucalipto no terceiro trimestre foram beneficiadas pelo bom desempenho da demanda global, especialmente em mercados maduros como a Europa e na China, em decorrência das novas fábricas de papel instaladas. As vendas da Fibria totalizaram 1,298 milhão de toneladas, acima do trimestre anterior e com redução dos estoques para 53 dias.

 

A dívida líquida da empresa encerrou setembro em US$ 2,411 bilhões, 19% inferior a igual trimestre de 2014 e 9% menor ao montante reportado no fim de junho. Tal queda, associada ao aumento do Ebitda, resultou na redução da alavancagem, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda, para 1,58 vezes, em dólar, o menor patamar histórico da companhia.

 

Como a Fibria é exportadora e detém mais de 90% da dívida contratada em dólar, a desvalorização do real favorece a condição financeira da companhia por aumentar seu fluxo de caixa livre. Porém, provoca um efeito contábil não caixa de aumento no saldo da dívida contratada em dólar. Por isso, a valorização do dólar impactou o resultado líquido da empresa, que encerrou o período com prejuízo contábil, sem efeito caixa, de R$ 601 milhões.


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