Ferrugem da soja. Ferrugem asiática. Doença da soja. Vazio sanitário
DATA: 16/08/2017

Ferrugem da soja: dicas para afastar a doença na safra 2017/2018

A doença deve continuar sendo um dos principais problemas das lavouras de soja no novo ano agrícola Naiara Araújo (naiara@sfarming.com.br)

Com a eficácia dos fungicidas presentes no mercado em queda, tudo indica que a ferrugem asiática continuará sendo um grande problema na safra 2017/2018. A doença está cada vez mais presente nas lavouras brasileiras e a cada ano a incidência é registrada mais cedo.

 

Cuidados adicionais no manejo podem manter a doença longe das lavouras por mais tempo. “Infelizmente o produtor não está tão preocupado com resistência”, diz Leandro Garcia, engenheiro agrônomo e gerente de marketing de produtos da Adama Brasil. “Ele aplica bons produtos e sempre acaba delegando esse manejo da resistência ao desenvolvimentos de novos produtos.” Porém, como os produtos perdem a eficácia cada vez em períodos mais curtos, os produtores deverão entender que também são responsáveis por evitar a resistência.

 

Novidade no mercado

Uma das iniciativas que podem colaborar com o controle da doença é o desenvolvimento de novos produtos. Após cinco anos de pesquisas, a Adama vai lançar um fungicida para o controle da ferrugem asiática, chamado Cronnos, que será apresentado e testado pelo sojicultores em aproximadamente 1.000 fazendas. O produto estará disponível comercialmente a partir da safra 2018/2019.

 

“Não existem relatos de resistência aos ativos protetores, a gente não está prevendo resistência para esse produto [o Cronnos], pelo menos a curto prazo”, diz o gerente. Para isso, uma das orientações do especialista é que os produtores rurais façam a rotação de produtos no manejo da doença. “A ferrugem vai continuar sendo o principal problema da soja nessa safra. O fungo vem por correntes de ar, vem da Bolívia e vem do Paraguai, locais onde o manejo não é tão bem feito”, afirma Garcia.

 

3 dicas para controlar a ferrugem asiática

 

1 – Não é só o controle químico

O produtor não deve se preocupar apenas com a aplicação dos defensivos agrícolas quando o assunto é o controle da ferrugem. Práticas como adiantar o plantio e optar por variedades com desenvolvimento mais precoce podem ser positivas. De acordo com o agrônomo Alexandre Garcia, quanto menos tempo a soja ficar no campo menos ferrugem a lavoura vai ter.

 

2 – Rotação de ativos é fundamental

A principal dica do agrônomo é a rotação de produtos. Esse rodízio nas aplicações ajuda a garantir a eficácia dos defensivos por mais tempo e torna a agricultura mais sustentável. “Nós acreditamos que agora o produtor vai estar um pouco mais preocupado com isso”, afirma Garcia.

 

3 – A escolha correta faz a diferença

Monitorar a lavoura durante toda a safra e a escolher o produto adequado podem melhorar os resultados no campo. “Eu acho que a escolha dos fungicidas é a mais difícil para os produtores”, afirma Garcia. “Existem várias opções no mercado, mas às vezes eles se perdem.” Por isso, é fundamental consultar um engenheiro agrônomo de confiança que possa orientar o sojicultor sobre qual é o melhor produto para cada lavoura.

* A jornalista viajou para Londrina (PR) a convite da Adama Brasil.

 


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