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DATA: 14/01/2016

Famato orienta produtores sobre exportação de bovinos para a Bolívia

O Pará e o Rio Grande do Sul embarcaram 97,9% de todo o rebanho exportado em 2014

Recentemente, foi assinado, pelos governos brasileiro e boliviano, um novo Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) para exportação de bovinos para reprodução do Brasil para a Bolívia. Com a aprovação da normativa, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores do Estado quanto aos procedimentos necessários para a aprovação de propriedades rurais para a exportação e emissão do CZI.

 

Com foco na orientação, a Famato, por meio do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), realizou um estudo que aponta os custos e os benefícios das exigências para a exportação de gado bovino vivo do Brasil para a Bolívia, mostrando as principais vantagens dessa atividade.

 

Boa fonte de renda

Segundo o estudo, a exportação de animais pode ser uma nova forma de comercialização que, de modo geral, pode contribuir para a diversificação da fonte de receita do pecuarista. O médico veterinário e analista de pecuária da Famato, Marcos Carvalho, apresenta como bom exemplo disso o que aconteceu no Pará, onde em pouco mais de 10 anos a exportação de gado em pé se tornou a terceira principal atividade econômica do Estado.

 

Estados exportadores

A localização geográfica e a proximidade dos portos e menores preços da arroba consolidaram o Estado do Pará como principal ator neste mercado no Brasil. Prova disso é que a partir de 2003 a participação da pecuária no PIB do Estado se tornou maior que o da agricultura, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp, 2014). No Brasil, os principais Estados exportadores são Pará e Rio Grande do Sul, sendo que os dois juntos embarcam 97,9% de todo o rebanho exportado em 2014.

 

Mato Grosso

Historicamente, em Mato Grosso, apesar de possuir o maior rebanho brasileiro, não há registro de comercialização de bovinos para o exterior. No entanto, o que pode abrir uma grande oportunidade é o fato de que em 2014, devido a uma enchente no país boliviano, mais de 400 mil cabeças de bovinos morreram, sendo necessário o repovoamento destas áreas.

 

Requisitos para exportar

Baseado em dados do Imea o veterinário aponta quatro aspectos importantes que deve ser levado em consideração pelo produtor que tem interesse de iniciar as atividades de exportação para o país vizinho, são eles: tributário, sanitário, técnicos e legais.

 

O veterinário alertou para o fato de que o animal acima de 30 meses (fêmeas) será exigido exame de brucelose. “Durante esse período se for identificado um bovino com brucelose na propriedade, a mesma ficará interditada durante seis meses. Caso o produtor já realize exames há muito tempo vale a pena fazer os exames e exportar o animal. E se o proprietário não tem essa segurança recomendamos que exporte animal abaixo de 30 meses, porque não é necessário o exame, apenas o atestado de vacinação”, diz.

 


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