DATA: 04/02/2016

Exportações de grãos pelos portos do Arco Norte cresceram quase 54%

Terminais embarcaram 20 milhões de toneladas dos grãos no ano passado, contra 13 milhões de toneladas de 2014

As exportações de soja e milho pelos portos do Arco Norte – Itacoatiara (AM), Santarém e Vila do Conde (PA), Itaqui (MA) e Salvador (BA) – saltaram de 13 milhões de toneladas para 20 milhões de toneladas no acumulado de 2015, em comparação com 2014. Esse resultado representa um incremento de quase 54% na capacidade de escoamento de grãos pelos portos da região.

 

Segundo o diretor de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento para o Setor Agropecuário, do Ministério da Agricultura (Mapa), Marcelo Cabral, a participação do Arco Norte, que há cinco anos escoava 8% do total soja e milho destinado ao mercado internacional, já alcança 20% dos embarques totais do País. “Isso mostra o acerto das políticas de incentivos para o crescimento do setor portuário naquela região, visando a atender a produção colhida acima do Paralelo 16 (paralelo que está 16 graus a norte do plano equatorial da Terra)”, diz Cabral.

 

Segundo ele, a proximidade das áreas de produção do Centro-Oeste com os portos do Norte e Nordeste reduz distâncias, com impacto positivo da ordem de US$ 50/tonelada no custo logístico. “Além disso, contribui para aliviar a pressão nos terminais de embarque do Sul e Sudeste.”

 

Santos e Paranaguá

As vendas externas de soja e milho atingiram volume próximo a 100 milhões de toneladas em 2015. Os embarques pelo porto de Santos – o maior complexo portuário do Brasil – saíram de 27 milhões, em 2014, para 30 milhões de toneladas desses grãos em 2015. O porto de Paranaguá, no Paraná, também teve crescimento nos embarques, de 17 milhões para 18 milhões de toneladas desses dois grãos.

 

Todos os portos brasileiros vocacionados à exportação operaram volumes acima daqueles registrados na safra anterior. “O reordenamento de processos operacionais e gestão inovadora, a exemplo do agendamento na recepção rodoviária em Santos e outros terminais, permitiram maior eficiência e produtividade nos portos”, conta o diretor.

 

 


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