DATA: 14/01/2016

Exportações de carne bovina brasileira somam US$ 5,9 bilhões em 2015

Do mês de janeiro a dezembro do ano passado, foram embarcadas mais de 1,39 milhão de toneladas

As exportações brasileiras de carne bovina encerraram o ano de 2015 com faturamento de US$ 5,9 bilhões. De janeiro a dezembro, foram embarcadas mais de 1,39 milhão de toneladas. O resultado é inferior ao mesmo período de 2014, quando a exportação atingiu o recorde histórico de US$ 7,2 bilhões e 1,56 milhão de toneladas. A queda resulta de problemas conjunturais que afetaram negativamente alguns grandes mercados do Brasil, como Rússia, Hong Kong e Venezuela.

 

No acumulado do ano, Hong Kong, União Europeia e Egito lideraram a lista dos países que mais compraram o produto nacional em 2015. Destaque também para as nações que apresentaram crescimento tanto em faturamento como volume na importação de carne brasileira em 2015, como Egito, Irã, Estados Unidos, Israel, entre outros.

 

A carne in natura fechou o ano como a categoria mais desejada pelos importadores, totalizando faturamento de US$ 4,6 bilhões e volume exportado de um milhão de toneladas (jan-dez/2015).

 

Levanto em consideração apenas o mês de dezembro, o faturamento das exportações de carne bovina atingiu US$ 534 milhões em vendas externas, o crescimento foi de 1,71% em relação ao mês de novembro de 2015. Já em volume o crescimento foi de 7% (se comprado com o mês anterior), com 133 mil toneladas embarcadas.

 

Neste ano, a expectativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec) é que as exportações poderão retomar os mesmos níveis de 2014. As razões para o otimismo do setor são o fim dos embargos à carne brasileira, que ainda perduravam no ano passado, e a retomada de mercados como a China e a Arábia Saudita, além da possibilidade de acesso a novos mercados, como os Estados Unidos.

 

“A China deverá dar um grande impulso às exportações da carne brasileira este ano. Com mais frigoríficos habilitados a exportar, o gigante asiático deverá figurar nas primeiras posições no ranking de maiores destinos do produto”, diz Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.

 

Segundo Camardelli, mesmo com uma possível desaceleração da economia chinesa, os recursos de investimentos e infraestrutura seriam desviados para o consumo, ajudando assim a desenvolver o mercado. “A expectativa é que em 2016 as exportações atinjam US$ 7,5 bilhões, confirmando o Brasil como líder no mercado mundial de proteína”, afirma.

 


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