Colheitadeira.

Exportações brasileiras de soja devem crescer 4,7% ao ano até 2025

A previsão é de que o açúcar também tenha aumento expressivo, podendo alcançar participação de 46% nos embarques

Mesmo com um crescimento projetado abaixo do registrado na última década, o agronegócio brasileiro seguirá com desempenho superior ao restante do mundo em relação às exportações e deve aumentar sua participação no mercado global em diversas culturas nos próximos dez anos. A avaliação é da equipe do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), responsável pela elaboração do Outlook 2025, que reúne diagnósticos e projeções para o setor na próxima década.

 

Segundo o levantamento, atualizado todos os anos, as exportações brasileiras de soja deverão crescer 4,7% ao ano até 2025, quando responderá por metade das exportações globais, fortalecendo cada vez mais a atual posição do Brasil como o maior exportador do grão. Atualmente, a participação brasileira é de 40%.

 

O açúcar brasileiro é outro destaque e também deve aumentar a já expressiva presença no mercado internacional até 2025, podendo alcançar até 46% de market share nas exportações. O consumo interno para a safra de 2025/2026, por sua vez, deverá crescer somente 6% no período projetado, em linha com o aumento populacional, totalizando 12,1 milhões de toneladas.

 

As vendas externas de carne de frango do Brasil também seguirão as taxas significativas pelos próximos 10 anos. O Deagro estima que as exportações devem ter aumento anual de 3,2%, alcançando 41% de participação no mercado mundial, contra atuais 39%.

 

Embora o crescimento seja expressivo e se dê acima da média mundial para o período (2,8% ao ano), ele será, como na maioria das commodities avaliadas, inferior à expansão verificada na década anterior (5,2% ao ano). Exceção é feita à carne suína, cujo esperado é um crescimento mais robusto das exportações na próxima década do que o verificado no passado.

 

Em relação aos fertilizantes, a soja, o milho e cana continuarão sendo as principais culturas demandantes, respectivamente, 38%, 21% e 11% do consumo total em 2024. A dependência do Brasil em relação à importação desses produtos dependerá, no entanto, da ampliação da capacidade de produção brasileira.

 

 

 

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