Cabras

Caprinocultura e ovinocultura devem ser mais competitivas em 2016

O estudo intitulado “Panorama e perspectiva nacional da Ovinocultura e Caprinocultura” foi conduzido pelos pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos

Oportunidades para tornar os produtos nacionais mais competitivos no mercado externo e desafios para evitar a estagnação da produção em um cenário econômico de incertezas. Essas são as principais perspectivas para a caprinocultura e ovinocultura no Brasil em 2016, segundo o estudo “Panorama e perspectiva nacional da Ovinocultura e Caprinocultura”.

 

O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Klinger Magalhães, Espedito Cezário Martins, Juan Ferelli de Souza, Caroline Barbosa e Vinícius Guimarães, todos da equipe da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), que também elaborou uma análise destas cadeias no cenário internacional.

 

Competitividade

Segundo o estudo, a recente desvalorização da moeda brasileira se, pelo lado da oferta, pode reduzir o incentivo para investimentos, ao mesmo tempo pode dotar os produtos nacionais (leite, carne, pele, lã) de melhor competitividade no exterior, remunerando melhor os produtores que comercializem em uma moeda mais valorizada. Esse fator se soma a aspectos positivos como a evolução sistemática em genética, sanidade e nutrição, combinando em custos mais baixos de produção.

 

Insumos

Este cenário, porém, traz desafios a serem superados, entre eles uma importação mais cara de insumos e produtos, além de uma perspectiva de estagnação ou até mesmo queda em atividades como a produção de carne ovina no Brasil, que não acompanharia a tendência de crescimento do consumo da carne de cordeiro, no País e no exterior.

 

El niño

Outro fator a ser observado com atenção em 2016 é previsão de ocorrência do fenômeno climático El Niño, já em curso, que pode determinar condições potencialmente desfavoráveis para as principais regiões produtoras. Um maior impacto pode ser observado no Nordeste, que concentra 91,6% do rebanho de caprinos e 57,5% do efetivo de ovinos em território nacional e já contabiliza o quarto ano consecutivo de seca.

 

O rebanho

Como contraponto, a pesquisa ressalta que nos últimos três anos, apesar da seca, os rebanhos de caprinos e ovinos aumentaram no País. “A capacidade de resiliência dessas atividades em condições desafiantes, aliada à capacidade dos produtores se adaptarem à uma nova realidade produtiva, são alguns dos fatores capazes de explicar esse aumento no efetivo do rebanho”, diz o estudo.

 

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