Estudo europeu confirma segurança do milho transgênico

Os resultados da pesquisa de 90 dias e de um ano revelaram que o milho GM não causa efeitos adversos

O projeto Avaliação de Risco de Transgênicos e Comunicação das Evidências (GRACE, na sigla em inglês) divulgou os resultados de testes sobre a segurança de organismos geneticamente modificados (OGM) para a saúde animal. Os cientistas alimentaram ratos com uma variedade transgênica de milho aprovada em diversos países do mundo, inclusive na União Europeia. Os resultados dos dois grupos de análise (período de 90 dias e de um ano) revelaram que não há qualquer indicação de que o milho GM cause efeitos adversos. O trabalho foi financiado pela União Europeia.

 

Na variedade de milho utilizada no estudo (MON 810) foi introduzido um gene de resistência a insetos para que a planta expressasse a toxina inseticida Bt. Dessa maneira, o vegetal passou a ser resistente a pragas da ordem das lepdópteras. Esse milho está liberado para cultivo no Brasil desde 2007, sendo aprovado também nos Estados Unidos, Argentina, China e em muitos outros países.

 

Além disso, o projeto GRACE estabeleceu novos métodos de coleta e análise dos dados preexistentes sobre segurança dos OGM para a saúde humana, animal e para o meio ambiente, bem como seus impactos sócio-econômicos e benefícios. Esses novos testes confirmaram as conclusões de estudos anteriores, reiterando, por exemplo, que as plantas transgênicas resistentes a insetos (Bt) não têm efeitos sobre organismos não alvo, a exemplo de besouros, borboletas e microrganismos do solo. Veja a pesquisa completa no link aqui.

 

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