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DATA: 14/06/2017

Ervilhaca melhora o solo e beneficia lavouras de milho

Produtor conta que essa cobertura deixou 80 pontos de nitrogênio para o milho, o equivalente a 200 quilos de ureia por hectare Por Darlene Santiago (darlene@sfarming.com.br)

Os produtores de milho estão dispostos a investir cada vez mais para elevar a produtividade e melhorar a qualidade das lavouras. Entre as histórias inspiradoras de alta produtividade está a fazenda Estância Nova, do produtor Rogério Pacheco. Ele cultiva grãos na propriedade, que tem 800 hectares, em Carazinho (RS).

 

Em 40 hectares da fazenda com manejo diferenciado, Pacheco obteve produtividade de 245 sacas por hectare na primeira safra 2016/2017. Já na média geral da fazenda, cuja colheita foi finalizada em 20 de março, rendeu produtividade média de milho de 210 sacas por hectare.

 

Segundo Pacheco, a maior prioridade na fazenda é o cuidadoso manejo da terra. “É o solo em primeiro lugar. Fazemos plantio direto há mais de 20 anos”, conta o produtor. “É uma área de terra fofa, de minhoca, com média de 3,5% de matéria orgânica. Com isso, a gente armazena a água no solo.”

 

Ervilhaca funciona

Um detalhe importante para Rogério Pacheco é a cobertura de solo. Segundo o agricultor, o diferencial na fazenda Estância Nova é o cultivo de ervilhaca, uma leguminosa que é “parente” da ervilha. Pacheco semeou a cultivar esmeralda em abril de 2016 e dessecou a ervilhaca em 20 de agosto do ano passado.

 

O cultivo dessa leguminosa, que não tem propósito comercial, foi seguido pelo plantio da safra de milho 2016/2017 em 15 de setembro do ano passado. “Plantamos com ervilhaca 25% da área onde vai o milho, aí a gente aposta numa só safra [de milho] e bem feita”, conta Pacheco.

 

Segundo o agricultor, a ervilhaca é uma ótima alternativa para rotação de coberturas. “Já estamos no quarto ano com a ervilhaca, então já fizemos o giro completo. Ela dá uma boa cobertura e escarifica o solo. Fica uma palha podre, as minhocas adoram a ervilhaca e ela deixa 80 pontos de nitrogênio para o milho, o equivalente a 200 quilos de ureia por hectare.”

 

Lavoura de milho

Na safra 2016/2017, Pacheco cultivou 200 hectares com milho sequeiro. Foram semeadas as cultivares Agroceres 9025 e 8780, Dekalb 290 e a cultivar Pioneer 2530 em área de refúgio, com espaçamento de 50 centímetros e densidade que variou entre 55 e 75 mil plantas por hectare.

 

O produtor conta que a média máxima de produtividade por talhão foi de 235 sacas de milho por hectare na safra anterior. O número vinha evoluindo ao longo dos anos e, pela primeira vez, ele atingiu a marca de 245 sacas por hectare. “São anos de trabalho para chegar nesse número. Cada ano você dá um passinho para frente”, diz ele. “O manejo é simples, é o feijão com arroz bem feito, com capricho no processo.”

 

Adubação de precisão

Há sete anos, Pacheco investe em agricultura de precisão. Na safra 2016/2017, ele aplicou um total de 400 quilos de ureia por hectare a taxa variável. “Temos um aparelho chamado N-Sensor. A gente calibra o aparelho, ele avalia o vigor da planta e entrega de 50 a 150 quilos de ureia por hectare, conforme a necessidade da planta”, conta o agricultor.

 

Para complementar o manejo, ele conta que fica de olho nos novos produtos que chegam ao mercado. “A gente usa adubos de primeira linha. Hoje aplicamos adubos NPK mais micronutrientes, com uma adubação completa em cada granulo”, revela o agricultor.

 

Com todos esses cuidados e aperfeiçoamento constante do manejo, Pacheco tem como meta aumentar ainda mais a produtividade do milho. “A ideia é chegar a 300 sacas por hectare”, diz ele. Isso aliado à melhora do manejo de solo e redução de custos de adubação. “Eu posso diminuir minha adubação nitrogenada por causa da ervilhaca”, planeja o agricultor.

 

 

* Esse é um pequeno trecho da reportagem publicada na revista Farming Brasil. Quer conferir o texto completo? Clique aqui e envie o pedido para adquirir a segunda edição da revista.

 

Revista Farming Brasil

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Farming Brasil

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