DATA: 19/01/2016

Equipamento que agiliza desbrota da bananeira chega ao mercado

Em testes, o novo equipamento apresentou eficiência 20,35% maior na eliminação total dos perfilhos

Uma das fases mais importantes na produção da banana com qualidade e quantidade é o desperfilhamento ou desbrota da bananeira, trabalho que consiste na eliminação dos brotos (perfilhos) que nascem em abundância em cada touceira. De olho nessa atividade, um equipamento inovador está chegando ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2016.

 

Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental (AM), o desperfilhador por roto-compressão facilita o trabalho do agricultor, por ser mais ergonômico e eficiente do que a “Lurdinha”, ferramenta utilizada em todo o País desde a década de 1970.

 

Em testes realizados no Município de Presidente Figueiredo (AM), em área de produtores de banana, o novo equipamento apresentou eficiência 20,35% maior na eliminação total dos perfilhos, se comparado à “Lurdinha”. Com o desperfilhador por roto-compressão, apenas 0,73% de uma mostra de mil perfilhos voltaram a brotar. O percentual de rebrota com a “Lurdinha” chegou aos 22,52%.

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O novo equipamento facilita e agiliza o trabalho do produtor

A eficiência também se dá no tempo de trabalho. O novo equipamento agiliza o trabalho do agricultor. Nos testes, para eliminar mil perfilhos com a “Lurdinha” foram necessárias quatro horas e 44 minutos. Com o novo desperfilhador a economia de tempo foi de quase uma hora.

 

“O equipamento irá contribuir para o sistema produtivo da banana, baseado na agricultura familiar. Esta inovação trará, sobretudo, aumento de produtividade da mão de obra, maior eficiência no processo de desperfilhamento e também melhoria nas condições de trabalho, por ser uma ferramenta mais ergonômica e de menor esforço operativo”, diz o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Brum Rossi.

 

Empresas licenciadas

Até o momento, duas empresas atenderam a todos os requisitos estabelecidos pela Embrapa e estão licenciadas para fabricar e comercializar o equipamento: a Marcassio, de Atalanta (SC), e a Authomathika, de Sertãozinho (SP). Nominado tecnicamente como desperfilhador por roto-compressão pelos pesquisadores da Embrapa, o produto vai chegar ao mercado com nome comercial diferente.

 

Uma tendência nas duas empresas credenciadas é designar o novo instrumento de “Nova Lurdinha”, para que o consumidor assimile mais facilmente o nome e o associe à funcionalidade da antiga ferramenta. Ambas as empresas vislumbram que o equipamento esteja estabelecido no mercado já no primeiro semestre de 2016.

 

Funcionamento

O desperfilhador por roto-compressão funciona apenas com a força do operador, não sendo necessária qualquer energia complementar, como baterias ou eletricidade. Para começar o trabalho, o operador deve segurar o guiador do equipamento com as duas mãos e colocar a extremidade inferior no perfilho já cortado, onde fica a gema apical.

 

Esta extremidade inferior do desperfilhador é formada por uma broca, semelhante a uma pua com rosca sem fim. Com a aplicação da força do operador para baixo, uma mola do desperfilhador é comprimida, fazendo a broca girar e penetrar o perfilho, destruindo sua gema apical. Com a utilização do desperfilhador, acontece o dilaceramento dos tecidos da gema apical; já com a “Lurdinha”, essa gema é retirada.

 


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