Embrapa vai conhecer e desenvolver a pesca artesanal no Rio Araguaia

O projeto vai conhecer as tecnologias empregadas nas capturas, nas embarcações e nas formas de conservação do pescado a bordo

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas,TO) vai a campo, juntamente com parceiros como o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), em projeto sobre pesca artesanal no lado tocantinense do Rio Araguaia. Estão marcadas, até o final de setembro deste ano, viagens periódicas a colônias de pescadores e aldeias indígenas. Ao todo, são 14 os municípios envolvidos no projeto.

 

O objetivo das visitas, de acordo com o pesquisador da Embrapa Adriano Prysthon da Silva, que coordena o projeto, é “conhecer, de forma participativa com os pescadores, as tecnologias empregadas nas capturas, nas embarcações e nas formas de conservação do pescado a bordo”. Segundo ele, “a meta principal é gerar um conhecimento novo, fruto da junção do conhecimento científico somado ao conhecimento tradicional dos pescadores artesanais”.

 

Na semana entre 28 de março e 1º de abril, as colônias de pescadores de Couto de Magalhães e Araguacema serão o local dos trabalhos. Junto com a Embrapa, estarão o Ruraltins, a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) e a Cooperativa de Trabalho, Prestação de Serviços, Assistência Técnica e Extensão Rural (Coopter). Os demais municípios participantes do projeto são Esperantina, Araguatins, Xambioá, Araguanã, Pium, Lagoa da Confusão, Aragominas, Santa Fé do Araguaia, Araguaína, Pau d’Arco, Caseara e Formoso do Araguaia.

 

Metodologia participativa

O projeto, cujo nome é Conhecimento e adaptação tecnológica para o desenvolvimento sustentável da pesca artesanal no Rio Araguaia (TO), aposta na metodologia participativa. “Esta metodologia é a locomotiva do projeto. A abordagem participativa proporciona o envolvimento e imersão do público-alvo (no caso os pescadores) em sua realidade, provocando uma reflexão coletiva a respeito dos seus problemas e construindo proposições para resolvê-los”, explica Adriano. O projeto está programado para acontecer até 2018. Este é o primeiro projeto de pesquisa efetivamente na área de pesca no conjunto de trabalhos da Embrapa Pesca e Aquicultura.

 

 

Deixe seu comentário