DATA: 29/01/2016

Embrapa terá unidade de alimentos funcionais, aromas e sabores

O objetivo é aumentar a competitividade da produção agrícola brasileira

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou na última sexta-feira (29/01) a criação de uma nova unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) voltada à pesquisa de alimentos funcionais, aromas e sabores do Brasil. A sede será na capital alagoana, Maceió.

 

Os alimentos funcionais são aqueles enriquecidos com aditivos, como vitaminas, fibras e minerais dietéticos, que contribuem para a manutenção da saúde e a redução de risco de doenças. Esses produtos já são pesquisados pela Embrapa, mas agora ganharão atenção especial, disse a ministra durante entrevista coletiva à imprensa.

 

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, afirmou que cada vez mais as populações de diferentes partes do mundo estão atentas à prevenção de doenças e à qualidade dos alimentos. Elas procuram produtos que forneçam mais do que as calorias necessárias à sobrevivência, mas também a possibilidade de uma vida mais saudável. “Essa tendência está em explosão no mundo, é um mercado potencial de bilhões de dólares”, diz.

 

“Nenhum país grande produtor e exportador de alimentos pode ignorar que há um movimento forte de integração do conceito de alimento, nutrição e saúde”, acrescentou o presidente. A empresa assinalou, já tem sólida base científica sobre alimentos funcionais, que relaciona nutrição e saúde à biodiversidade brasileira.

 

Valor agregado

A Embrapa Alimentos Funcionais, Aromas e Sabores faz parte da estratégia da ministra de aumentar a competitividade e a inovação na produção agropecuária brasileira. Alimentos que trazem maior densidade nutricional e novas funcionalidades agregam alto valor à produção. “Há um espaço valioso para novas cadeias de valor, novos produtos e bioindústrias que o Brasil tem que aproveitar”, diz Lopes.

 

A nova unidade também vai visar a integração entre produção agropecuária, gastronomia e turismo, a exemplo do que regiões do interior da França e da Itália já fazem, como a Toscana e Champagne. “A agricultura focada nos produtos, na culinária e nos hábitos regionais deu origem a uma indústria pujante nesses locais. Imagine o que se pode fazer no Nordeste, com a biodiversidade de sabores, temperos e culturas gastronômicas existentes ali”, conta o presidente da Embrapa.

 

A ministra disse que as equipes que darão início aos estudos para a nova Embrapa já estão sendo montadas. “Estamos começando o projeto. Vai ser um sucesso”, afirma.

 


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