Embrapa firma parceria para avaliar a coleta do leite

No Rio Grande do Sul, o projeto vai verificar a qualidade da matéria- prima que chega até a indústria e melhorar a segurança no transporte

Uma parceria entre a Embrapa Clima Temperado, de Pelotas (RS), Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) e Cooperativa Sul-Rio Grandense de Laticínios Ltda (Cosulati) vai avaliar a coleta e o transporte do leite no Rio Grande do Sul, com o objetivo de melhorar a qualidade da matéria- prima que chega até a indústria e a segurança no transporte.

 

O projeto testará medidores de vazão embarcados e coletadores automáticos de amostras, os quais já são referência em países da Europa, como a Alemanha e Portugal. A Embrapa vai avaliar se a metodologia de coleta automática apresenta resultados compatíveis com os métodos previstos na legislação. Se os resultados forem positivos, o Sindilat buscará regulamentação de uso e isenção fiscal para importados e benefícios para os nacionais. O custo é variável, acima de R$ 60 mil. A previsão é que até o final de dezembro deste ano, cinco equipamentos integrem o projeto.

 

O objetivo do projeto experimental é comparar três diferentes métodos de coleta de amostras: o método automático via equipamento, o método manual de coleta de amostra, feito pelo transportador, e a coleta manual efetuada por um técnico capacitado. “Pretende-se presentar os resultados para a cadeia produtiva do leite e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, diz a pesquisadora Maira Zanela.

 

O projeto também visa testar as metodologias de coleta em diferentes condições (diferentes volumes e tipo de resfriadores) para verificar vantagens e desvantagens para a realidade de pequenos e grandes produtores, condições de estrada e calibragem de equipamentos.

 

“Toda tecnologia contribui com o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite. Isto facilita no processo do sistema de coleta e ajuda na fiscalização. O projeto atenderá a municípios onde há produtores associados a Cosulati”, afirma Dejalmo dos Santos, supervisor de rotas da Cooperativa.

 

 

Funcionalidade dos equipamentos

 

O medidor de vazão mede o volume de leite coletado em cada propriedade, podendo ao mesmo tempo fornecer a localização georreferenciada do produtor, a quantidade e temperatura do leite coletado, deixando uma tarja impressa para o produtor com essas informações e mais o nome do motorista que efetuou a coleta, placa do caminhão, compartimento em que o leite foi alocado, além de dados do laticínio, no caso, a Cosulati.

 

Chegando na indústria, se pode imprimir um resumo com todos os dados da coleta, ou simplesmente descarregar os dados no sistema de gerenciamento de dados da Cooperativa, através de wi-fi, bluetooth ou pendrive. O coletador automático de amostras efetua a coleta de amostra de cada leite coletado no produtor, de forma que ao passar pela tubulação de coleta, o equipamento retira uma pequena alíquota, referente ao volume total coletado. Com isso, a amostra se torna mais homogênea e confiável, além de permanecer em compartimento lacrado, sem que haja possibilidades de troca ou adulteração.

 

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