Embrapa Arroz e Feijão estimula difusão de tecnologias em Goiás

A coleta e troca de experiências entre agricultores familiares são difundidas e exercitadas em propriedades rurais de Goiás

Entre os processos interinstitucionais participativos que são realizados pela Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO) e parceiros, a coleta e troca de experiências entre agricultores familiares são difundidas e exercitadas em propriedades rurais de Goiás através da Unidade de Construção do Conhecimento (UC).

 

O objetivo da UC é contribuir para a segurança alimentar e autonomia dos agricultores, através da transferência participativa de conhecimentos e experiências que levam em consideração os saberes locais e o entendimento com os atores que trabalham diretamente com a agricultura familiar. A iniciativa visa, ainda, o fortalecimento da organização dos agricultores, estimular a diversificação produtiva e o uso de tecnologias mais sustentáveis.

 

As parcerias foram estabelecidas a partir do Movimento Pensar +1 e conta, além da Embrapa Arroz e Feijão, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra),da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar (Fetraf) e de outras cinco empresas contratadas em chamada pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para os assentamentos da SR-04 (Superintendência Regional, que contempla o estado de Goiás, exceto nordeste goiano), a partir da ação do Incra.

 

Foram implantadas neste primeiro momento, através destas parcerias, dez UCs na safra 2015/16, das quais nove foram em assentamentos rurais nos municípios goianos de Amaralina, Caiapônia, Fazenda Nova, Goianésia, Goiás, Palmeiras de Goiás, Porangatu e São Luiz do Norte.

 

Neste processo interativo com os agricultores são disponibilizados sementes de feijão, arroz, leguminosas, sorgo, adubo fosfatado e inoculante para o feijoeiro; em alguns locais os agricultores optaram pelo plantio de milho e o uso de sementes próprias.

 

Toda a parte de mão de obra foi realizada pelos próprios agricultores que utilizam, normalmente, o trator para o preparo do solo, além da matraca para a semeadura, embora os produtores mais tradicionais preferem realizar a capina do terreno e o plantio manualmente e sem uso de fungicidas.

 

Com a finalidade de divulgar este trabalho para um público maior os agricultores e parceiros realizam nos assentamentos reuniões técnicas e dias de campo: no mês de fevereiro foram realizadas duas reuniões técnicas; a primeira no dia 12 – Assentamento Canudos (Palmeiras de Goiás), em parceria com o Zootec; no dia 23, foram realizadas reuniões nos Assentamentos São Carlos e Padre Felipe Leddet, ambos no município de Goiás, com a parceria do CPT, do IFG – Câmpus Goiás e pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).

 

Ainda em fevereiro, no dia 25, a reunião técnica aconteceu no Assentamento Eldorado dos Carajás (Caiapônia), trabalho realizado em parceria com o Fetraf. Na ocasião, estiveram presentes os representantes da Emater – Regional Iporá, IFGoiano – Câmpus Iporá, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Prefeitura de Caiapônia.

 

Outra ação, realizada em 02 e 03 de março, foi o dia de campo nos Assentamentos Paulo Gomes e Josué de Castro, ambos em Porangatu, trabalho em parceria com a Fundação de Assistência Técnica Extensão Rural (Fundater). Essas experiências, coexistências e conhecimentos realizados a partir da perspectiva coletiva da Unidade de Construção do Conhecimento podem gerar, desta maneira, resultados mais significativos para o produtor, fortalecendo as relações de confiança, reciprocidade e possibilidade de surgimento de novos arranjos institucionais em prol da agricultura familiar em Goiás.

 

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