DATA: 01/02/2016

Embrapa lança biorreator para a clonagem de mudas

O biorreator funciona com um sistema de frascos de vidro interligados por tubos flexíveis, pelos quais as plantas recebem ar

O biorreator para clonagem de mudas de plantas será uma das atrações da Embrapa durante o Show Rural Coopavel 2016, o primeiro grande evento agropecuário do ano, no período de 01 a 05 de fevereiro, em Cascavel (PR). Essa espécie de “fábrica de plantas” desenvolvida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa da Embrapa em Brasília (DF) é capaz de multiplicar mudas de plantas com muito mais higiene, segurança e economia, além de reduzir custos com mão-de-obra, acelerar o ciclo de produção e aumentar a produtividade.

 

Por isso, representa uma ótima opção para empresas de vários segmentos relacionados à produção vegetal, como: fruticultura, produção de plantas ornamentais, reflorestamento, papel e celulose e madeireiras, entre outros. No dia 12 de janeiro de 2016, o equipamento recebeu a carta-patente (PI 0004185-8), concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

 

O biorreator funciona a partir de um sistema de frascos de vidro interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e solução nutritiva por aspersão ou borbulhamento. Esse equipamento contém os materiais a serem reproduzidos, como células, tecidos ou órgãos, e visa produzir plantas de forma semiautomática, com monitoramento e controle das condições de cultivo, além de uma menor manipulação das culturas.

 

O pesquisador responsável pelo desenvolvimento do equipamento, João Batista Teixeira, que estará presente ao Show Rural, explica que além de acelerar o processo de multiplicação de plantas de interesse agronômico, o biorreator oferece ainda outras vantagens em relação aos métodos tradicionais de produção de mudas, como: adaptabilidade a diversas espécies vegetais; uniformização da produção; simplicidade de montagem; geração de produtos isentos de pragas e doenças; e redução do custo total por unidade produzida.

 

Os biorreatores desenvolvidos pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia são os do tipo de imersão temporária.  Eles apresentam melhores resultados do que os de imersão contínua para a produção de mudas de diversas espécies, como por exemplo, cana de açúcar, abacaxi, banana, morango, café, etc. porque permitem uma boa aeração do material e evitam o excesso de hidratação do tecido, o que pode resultar no desenvolvimento anormal das mudas em cultivo.

 

Segundo Teixeira, o equipamento permite acelerar a produção de mudas, além de resultar na obtenção de plantas clonadas, ou seja, com mais uniformidade e qualidade para atender às exigências do mercado consumidor. “Acredito que o sistema de biorreatores será muito útil para a agricultura do século XXI, que demandará cada vez mais a produção de mudas de alta qualidade, ao mesmo tempo em que prioriza bases sustentáveis, com economia de energia elétrica e de outros recursos”, afirma.

 


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