Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - ILPF.

Embrapa aponta resultados para redução de GEE na agropecuária

Contribuem para o aumento das emissões estão o desmatamento das florestas, a queima de combustíveis fósseis, o descarte de resíduos sólidos

Nesta quarta-feira, 16 de março, é celebrado o Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas. As emissões de gases de efeito estufa (GEE) estão relacionadas às alterações climáticas. Entre as principais atividades que contribuem para o aumento das emissões estão o desmatamento das florestas, a queima de combustíveis fósseis, o descarte de resíduos sólidos, as atividades industriais, os transportes e a agropecuária.

 

A Embrapa e parceiros têm medido a emissão de GEE na pecuária brasileira. Com os cálculos reais do Brasil, em todos os biomas, é possível propor soluções particularizadas. Resultados preliminares da Rede de pesquisa Pecus, liderada pela Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), em parceria com instituições nacionais e internacionais indicam ações que podem diminuir o impacto das atividades pecuárias no clima. A adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é uma tecnologia eficiente no sequestro de carbono. Além disso, a consorciação de animais, de culturas agrícolas e de árvores permite a diversificação das propriedades pecuárias e o aumento da renda do produtor rural.

 

A intensificação da produção também tem impactos positivos. Dentre as tecnologias à disposição do setor estão a recuperação de pastagens degradadas, o melhoramento genético, as boas práticas de manejo animal e vegetal, bem-estar animal, uso adequado de insumos e manejo nutricional. São resultados de pesquisas e avanços tecnológicos que têm contribuído para o desenvolvimento de uma agropecuária mais sustentável.

 

Congresso internacional sobre GEE no Brasil

Em 2019, o Brasil irá sediar a sétima edição de um dos principais congressos sobre emissão de gases de efeito estufa do mundo – o Greenhouse Gas and Animal Agriculture Conference (GGAA – Congresso sobre Gases de Efeito Estufa e Agropecuária). A escolha ocorreu durante o último evento, realizado em fevereiro deste ano, em Melbourne, na Austrália. O pesquisador Alexandre Berndt, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), foi responsável pelo lançamento da candidatura do Brasil.

 

A conferência será em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2019, mas a data ainda não está definida. O GGAA acontece a cada três anos e será realizado pela primeira vez na América Latina. O Brasil vai sediar a sétima edição do congresso. A primeira foi no Japão, depois na Suíça, Nova Zelândia, Canadá, Irlanda e, este último, em fevereiro, na Austrália.

 

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