Arroz
DATA: 20/01/2016

Embrapa avalia a importância da cadeia produtiva do arroz em Mato Grosso

O documento explica a importância da orizicultura mato-grossense que ganha destaque no agronegócio regional e nacional

A Embrapa Arroz e Feijão lançou a publicação “O Passado e o Futuro da Cadeia Produtiva do Arroz em Mato Grosso”. O documento explica a importância da orizicultura mato-grossense que ganha destaque no agronegócio regional e nacional. A obra é resultado de pesquisas realizadas pelos analistas Carlos Magri Ferreira e Alessandra da Cunha Moraes e os pesquisadores Luís Fernando Stone e Jaison Pereira de Oliveira.

 

História do arroz matogrossense

São apresentadas informações qualitativas e quantitativas sobre o setor, dando uma visão geral da orizicultura mato-grossense, destacando o essencial papel desempenhado pela agroindústria beneficiadora de arroz no Estado no período de 1990 a 2012. Atualmente, a produção de arroz em Mato Grosso tem sido maior que a demanda para o consumo interno no Estado e, apesar dos produtores não terem conquistado definitivamente mercados para colocar o excedente da produção, graças à estratégia adotada pelas indústrias de beneficiamento, não foram grandes as reduções de preço devido ao excesso de oferta.

 

Outro aspecto relacionado às indústrias arrozeiras do Estado é que elas estão mais sólidas e não têm tido problemas de inadimplência com os produtores. Sobre a produção, os empresários locais reconhecem que os sistemas de produção de arroz são diversificados, estão bem definidos e, ainda, surgem novas possibilidades de se cultivar arroz, por exemplo, sob pivô central e na safrinha.

 

Nas perspectivas futuras do setor, os autores não fazem um prognóstico exato da cadeia produtiva do arroz no Mato Grosso, mas destacam temas e fatores que podem influenciar no destino do arroz no Estado, ou seja: consideram a capacidade de atender as exigências quanto à sustentabilidade; tem aptidão para perceber e se adequar às mudanças de comportamento dos consumidores; um terceiro tema trata dos aspectos tecnológicos de mudanças dos processos produtivos e, por fim, as questões econômicas.

 

Competitividade

No aspecto econômico os levantamentos realizados apontam os desafios da orizicultura mato-grossense que estão relacionados à competitividade com o arroz produzido no sul do País e com outras commodities, principalmente a soja, mas o estudo trata, ainda, de outros aspectos relacionados à desmistificação do arroz no MT, temas ligados à degradação do meio ambiente e a necessidade de melhoria em infraestrutura para armazenamento e secagem.

 

“As questões tecnológicas estão intrinsicamente ligadas à capacidade de ofertar o produto na quantidade demandada, por meio de processos produtivos que superem as restrições de uso e resiliência de recursos como água, solo, biodiversidade e disponibilidade de terras agricultáveis”, conta o socioeconomista da Embrapa Arroz e Feijão, Carlos Magri.

 

No livro outros pontos são considerados cruciais para o desenvolvimento da orizicultura em Mato Grosso: a inserção do arroz em sistemas produtivos que envolvam soja e pastagem e a superação de baixo desempenho quando cultivado em sistema de plantio direto, além de equacionar a oferta de sementes certificadas para aumentar seu uso.

 


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