Lácteos. Leite, queijos, manteiga, requeijão.

Em 2016, a balança comercial de lácteos deve permanecer negativa

No ano passado, as exportações brasileiras de lácteos registraram recuo de 12,0% em volume e queda de 8,1% em faturamento

No ano passado, a exportação brasileira de produtos lácteos foi de 73,61 mil toneladas. Quando comparado com o ano de 2014, o recuo foi de 12,0% em volume. O faturamento caiu 8,1% de US$ 332,43 milhões, em 2014, para US$ 305,52 milhões no ano passado. O leite em pó foi o produto mais exportado em 2015, com 63,08 mil toneladas, uma redução de 6,5% na comparação com 2014. Entretanto, a receita aumentou de US$ 275,75 milhões para US$ 278,04 milhões entre um ano e outro.

 

Exportação

Segundo levantamento divulgado pela Scot Consultoria, os maiores importadores dos lácteos, em valor, foram a Venezuela, com 77,8%, Arábia Saudita, com 4,2% e Angola, com 3,6%. Já o fornecimento para a Rússia, por conta das barreiras impostas pelos russos aos Estados Unidos e países europeus, acabou recuando em 2015. Os russos importaram 48,7% menos em volume e 49,2 menos em faturamento. A China, mesmo com o mercado aberto aos lácteos brasileiros em setembro do ano passado, não registrou novos embarques.

 

Importação

Comparado com 2014, a importação aumentou 25,7% em volume no ano passado, totalizando 134,28 mil toneladas de lácteos. Os gastos, porém, foram de 8,3% menores, somando US$ 402,13 milhões. No mercado internacional, os menores preços melhoraram a competitividade do produto importado, mesmo com o dólar valorizado frente ao real. O leite em pó foi, também, o produto mais importado. O Brasil importou 93, 15 mil toneladas do produto, total de US$ 258,79 milhões.

 

Os maiores fornecedores do País foram: a Argentina (43,3%), seguido do Uruguai (43,2%) e os Estados Unidos (4,0%). Para este ano, as apostas de exportações estão no dólar valorizado. Porém, com relação ao volume, o cenário deve ser bastante parecido com o do ano anterior. O aumento nos embarques para a Rússia pode sair prejudicado em consequência da atual situação econômica do país. A China aparecia como mercado promissor, porém, a economia do país segue perdendo o fôlego. Portanto, segundo previsões da Scot consultoria, a estimativa é que em 2016 a balança comercial dos lácteos permaneça negativa.

 

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