Elanco lança OvuGel para inseminação artificial de suínos

Tecnologia proporciona maior controle da granja e eficiência produtiva das matrizes

A produção de suínos no Brasil está deixando as pequenas propriedades e migrando para médias e grandes, que, cada vez mais, buscam melhor produtividade com maior controle da granja e otimização da mão de obra. Para tanto, o sucesso na reprodução das matrizes é fundamental. Pensando nessa questão, a Elanco acaba de lançar OvuGel, análogo de GnRH em gel com aplicação intravaginal que permite a inseminação artificial em tempo fixo (IATF).

 

O conceito é bastante conhecido na produção bovina, mas ainda pouco utilizado na suinocultura. A IATF, inseminação artificial em tempo fixo, permite a sincronização do momento da inseminação em fêmeas desmamadas, o que traz um enorme ganho para a produtividade da granja. “Concentrar as atividades de inseminação pode reduzir a variação das datas de parição, fazendo com que os leitões nasçam em datas próximas e melhorando, assim, a uniformidade de idade e peso dos leitões ao desmame. Além disso, a tecnologia permite otimizar e simplificar os manejos reprodutivos na granja”, explica Rafael Ulguim, técnico da divisão de suínos da Elanco.

 

O produto deve ser aplicado 96 horas após o desmame. Após 24 horas, o produtor realiza uma aplicação única do sêmen, em comparação com as 3 doses comumente usadas, para ter sucesso na fertilização. A utilização de menos sêmen e, consequentemente, menos machos, possibilita a diminuição de indivíduos na produção de sêmen e favorece a escolha dos “melhores” machos, o que torna a produção geneticamente melhor. Além de o novo protocolo se encaixar na rotina da granja, também preserva o bem-estar do animal, já que a aplicação do produto é intravaginal, em pequena quantidade, e não injetável como a maioria dos hormônios, o que reduz o desconforto e o risco de lesões acidentais para os animais.

 

Entre os benefícios da IATF estão a otimização da mão de obra, organização da produtividade da granja, controle da logística do sêmen e utilização de menor volume de doses, otimização de machos da  Central de Inseminação, concentração dos partos e melhor uniformidade de idade e peso dos leitões ao desmame.

 

O conceito de IATF faz parte da plataforma “Fêmeas de Máximo Valor”, criada pela empresa no ano passado, que busca alcançar o potencial máximo da matriz, seja através de cuidados especiais de saúde e nutrição, seja na reprodução, visando  suínos mais saudáveis e rentáveis. O primeiro passo é realizar a correta adaptação da leitoa, pois o desempenho inicial da fêmea terá impacto na sua vida produtiva. Vencida  essa etapa, deve-se manter a saúde da fêmea no decorrer de toda a sua produção, além de estabelecer um equilíbrio na imunidade do rebanho. O segundo aspecto a ser considerado é a implementação de recursos que melhorem a capacidade genética da fêmea para  ter um maior controle sobre a ovulação e, consequentemente, a viabilidade dos leitões nascidos.

 

Para a mensuração dos resultados, é importante verificar o potencial genético da fêmea, o peso dos leitões ao nascer, a produção de colostro e leite, e a relação de parto, leitão desmamado, intervalo de desmame e dias não produtivos por fêmea ao ano.

 

 

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