DATA: 25/08/2015

Drones auxiliam a identificar problemas na lavoura

A Embrapa Instrumentação está desenvolvendo softwares de análises, para transformar a imagem captada pelo equipamento em uma informação útil ao agricultor

O uso de drones está se popularizando no campo. Esses veículos aéreos, que possuem câmeras fotográficas, servem para monitorar a fazenda e ajudam a aumentar a produtividade. O equipamento pode ajudar a contar o número de cabeças de um rebanho ou identificar a presença de pragas e doenças na lavoura, por exemplo.

 

Os drones são capazes de fazer imagens com qualidade superior às de um satélite. Segundo o pesquisador da Embrapa Instrumentação Lucio Jorge, os drones seriam “o olho do agricultor por cima da lavoura”, e possibilitariam um olhar mais apurado sobre toda a propriedade. “Dependendo do tipo de câmera, é possível verificar aspectos relacionados à questão da água, nutrição, doenças e pragas nos cultivos.”

 

As drones podem carregar diferentes tipos de câmeras e sistemas e a escolha do modelo é definida conforme finalidade estabelecida pelo produtor. “Nós temos uma gama grande de sensores e câmeras, como também lasers e radares, sendo que cada uma delas tem uma aplicação específica na agricultura e, com isso, o preço será diferenciado”, diz o pesquisador. Por esse motivo, o preço do drone pode variar de cinco mil a 300 mil reais.

 

O equipamento, segundo Lucio Jorge, é de fácil uso, mas é preciso que o produtor seja treinado para poder manejá-lo. Daí o papel da Embrapa, que tem realizado cursos e treinamentos com esse propósito. “A Embrapa quer ajudar o produtor e treiná-lo para saber escolher o melhor modelo que o atenda, e também, como especificar na hora de comprar o seu drone.”

 

Além disso, a Embrapa tem trabalhado no desenvolvimento de softwares de análises, para transformar a imagem captada pelo equipamento em uma informação útil. “Temos softwares que contam quantas cabeças de boi têm na imagem captada pelo drone, programas que interpretam a imagem mostrando se a planta precisa de mais água ou não”, afirma Lucio Jorge.

 


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