Grãos de soja.

Cotações da soja registraram forte recuo no mês de fevereiro

A colheita no Brasil e o bom desenvolvimento das lavouras na Argentina pressionaram os contratos futuros na Bolsa de Chicago

O mês de fevereiro não foi favorável para a comercialização da soja no Brasil. Ao contrário, os preços caíram forte nas principais praças do país e os negócios foram escassos. “Com dólar e Chicago acumulando perdas, o produtor saiu do mercado e concentrou suas atenções na colheita e no desenvolvimento das lavouras”, diz a consultoria safras & Mercados, de Porto Alegre (RS).

 

A saca de 60 quilos abriu o mês a R$ 83,50 em Passo Fundo (RS) e encerrou o dia 25 a R$ 76,50. Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 75,00 para R$ 70,50. Em Rondonópolis (MT), a cotação baixou de R$ 72,00 para R$ 67,50. Os preços também recuaram em Dourados (MS), passando de R$ 71,00 para R$ 64,00. Em Rio Verde (GO), a saca despencou R$ 10,00 no período, encerrando a R$ 66,00, na quinta (25/02).

 

O avanço da colheita no Brasil e o bom desenvolvimento das lavouras na Argentina pressionaram os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A perspectiva de ampla oferta mundial evitou qualquer tentativa de reação mais consistentes. Os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 2,15%, encerrando a 8,65 1/2 por bushel.

 

O câmbio, outro fator importante para a formação dos preços internos, também não favoreceu as negociações. No balanço do mês, a moeda americana caiu 1,79%, sendo cotada a R$ 3,951 no dia 25. Neste caso, a melhora nas projeções para a economia mundial aliviaram a pressão sobre o câmbio.

 

Mesmo com alguns problemas pontuais, a safra brasileira tende a ser recorde. Safras & Mercado estima uma produção de 99,85 milhões de toneladas. Na Argentina, o quadro é semelhante. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica safra de 58 milhões de toneladas, um pouco abaixo do recorde obtido no ano passado.

 

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