DATA: 02/12/2015

Controle biológico garante hortaliças com mais qualidade

Desde março de 2015, uma Unidade de Pesquisa Participativa atua contra doenças fúngicas nas lavouras de Petrópolis

A implantação de uma Unidade de Pesquisa Participativa (UPP) em Petrópolis, Região Serrana do Rio, está garantindo hortaliças de maior qualidade a agricultores e consumidores. Desde março de 2015, o controle biológico contra doenças fúngicas vem apresentando bons resultados nas microbacias do Caxambu e Bonfim.

 

O projeto das UPPs baseia-se na experiência participativa entre instituições de pesquisa e extensão rural junto aos produtores, para experimentação e adaptação de tecnologia, uso de defensivos alternativos e disseminação de resultados de práticas em controle biológico de lavouras de hortaliças.

 

O trabalho de controle biológico consiste em duas ações paralelas: a aplicação do fungo Trichoderma por meio da pulverização ou “vacinação”, de mudas de hortaliças folhosas; e a utilização deste mesmo agente de biocontrole no solo e em canteiros. O objetivo é o controle do mofo cinzento (Botrytis cinerea), do mofo branco (Sclerotina sclerotiorum e S. minor), do Fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. Lactucae) e da Rhizoctonia;

 

“Utilizamos o Trichobio produzido pela Agribio Defensivos Alternativos, uma empresa incubada na UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) com apoio da Pesagro-Rio. Identificamos as principais doenças e seus agentes e iniciamos a vacinação junto com os agricultores, que nos auxiliam no monitoramento dos resultados”, diz o técnico da Emater-Rio André Azevedo Azevedo.

 

Para o agricultor José Arthur Martins Diniz, que comercializa mudas no Caxambu há 13 anos, o trabalho da UPP na microbacia está gerando resultados positivos. “No inverno, eu perdia muitas mudas. Na horta, com o mofo branco, e na estufa, com o mofo cinza. Com a pulverização e o acompanhamento dos técnicos, não temos mais este problema aqui”, diz Diniz.

 

O trabalho realizado com o produtor José Arthur acaba afetando positivamente toda a microbacia, já que suas mudas são compradas por grande parte dos agricultores da cidade.

 

“O objetivo das pesquisas é adaptar essa tecnologia à realidade de cada produtor e, assim, controlar os fungos em cada microbacia. Desta forma, conseguiremos difundir métodos biológicos alternativos ao controle fitossanitário químico e sintético utilizado rotineiramente nas lavouras”, diz o técnico André Azevedo.

 

 


Comente essa notícia.

Faça seu cadastro ou login gratuito para enviar comentários.

Leia mais