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Conheça bem os bicos de pulverização para melhorar o manejo da lavoura

A aplicação correta de defensivos é fundamental para garantir uma boa produtividade

O otimismo se renova a cada safra. Nos Estados Unidos, quando a primavera inicia, no fim de março, os agricultores se animam. É a época do ano em que as lavouras podem gerar 500 bushels de milho por acre (523 sacas por hectare) e 150 bushels por acre de soja (168 sacas de soja por hectare). Pena que esse resultado é uma expectativa na teoria.

 

Na verdade, desde o momento em que é plantada, a semente enfrenta problemas por causa da compactação de solo, frio, lama, poeira seca e insetos. Além disso, há as ervas daninhas, as lavouras americanas são prejudicadas pelo Amaranthus palmeri, Ambrosia trifida e outras plantas daninhas resistentes à ação de herbicidas.

 

Para preservar o potencial produtivo, a aplicação correta de defensivos químicos é obrigatória. Não apenas isso, ela ajuda a colocar a quantidade certa de produto químico em sua lavoura e longe de lavouras vizinhas ou de casas de fazenda. Isso significa evitar a deriva, problema que ocorre quando o produto não atinge o alvo, geralmente quando há deslocação para outras áreas por meio do vento.

 

Felizmente, os pulverizadores atuais permitem aplicar precisamente a quantia certa de produto químico para cada centímetro quadrado das plantações americanas. É só não negligenciar um componente do que pode, inicialmente, parecer estar em último lugar na lista de tecnologias: os bicos do pulverizador. “Um bico ruim pode estragar o dia rapidamente”, afirma Dave Hillger, especialista da Dow AgroSciences.

 

Olhe o rótulo

A escolha de bicos está ganhando importância atualmente, especialmente com a estreia de novas tecnologias como sistemas herbicidas tolerantes a dicamba e 2,4-D. As agências reguladoras dos Estados Unidos aprovaram recentemente sementes de soja tolerantes a dicamba Roundup Ready 2 Xtend da Monsanto. A tecnologia Enlist, da Dow AgroSciences, que é resistência à aplicação de 2,4-D, atualmente espera aprovação estrangeira da característica tolerante a herbicidas.

 

Nos Estados Unidos, os produtos terão a listagem de bicos específicos em seus rótulos. O não cumprimento das diretrizes será ilegal e poderá expor os aplicadores a perdas. “No momento, é raro que requerimentos específicos sobre bicos apareçam em rótulos de pesticidas”, diz Hillger. “Acredito que esta seja a ponta do iceberg que virá”.

 

Bicos e tamanho de gota

Os bicos se diferenciam de acordo com o tamanho da gota que produzem. Alguns que produzem uma gotícula menor são bons para herbicidas de contato como flexstar e glufosinato. Gotas pequenas permitem que as substâncias químicas cubram as plantas para garantir a eficácia ideal.

 

Outros bicos produzem gotas maiores. Esses funcionam bem para herbicidas sistêmicos que percorrem toda a planta. Com esses herbicidas, é importante fazer com que as gotas grandes atinjam a superfície da folha para que possam ser rapidamente absorvidas.

 

Outra vantagem é que gotas grandes são menos propensas a sair do alvo. Isso é particularmente importante para as aplicações de herbicida após emergências que podem danificar plantas que não são alvos se saírem da trajetória, de acordo com Hillger. Fabricantes de bicos produzem uma tabela que pode lhe ajudar a escolher o bico certo para a situação certa. “Há aplicativos de pulverizadores que você pode usar para ajudar a tomar sua decisão”, diz Hillger.

 

Porém, o agricultor deve saber que esses cálculos se baseiam em água, não na substância química que será aplicada. “Pode haver alguma diferença ao acrescentar ingredientes ativos e adjuvantes”, afirma Hillger. “Isso pode alterar levemente a consistência da gota. Mais trabalho está sendo feito para caracterizar bicos de pulverizadores com o adjuvante ou ingrediente ativo.”

 

O volume influencia na aplicação

O volume que será aplicado é um detalhe importante porque pode afetar a saída de produto químico do bico. “Se você aplicar apenas de cinco a sete galões por acre, a produção através do bico será muito diferente de quando você usar 15 a 20 galões por acre”, explica Hillger. “Com uma produção mais alta, você precisa de um orifício maior para fazer o líquido sair do pulverizador. É física simples”. Galão é a medida americana para líquidos, que corresponde a quase 4 litros. A medida de área “acre”, por sua vez, é equivalente a 0,4 hectare.

 

Controladores de taxa, na verdade, fazem isso quando aumentam a pressão para compensar as velocidades mais altas. Ainda assim, começar a pulverização com o bico certo ajuda a diminuir essa necessidade de aumentar a pressão para manter a produção desejada. “Embora entendamos que espalhar em um número tal de acres seja importante, com certeza queremos garantir que a aplicação seja feita da forma correta e não leve o bico a trabalhar além da sua capacidade”, afirma Hillger. “Em uma velocidade maior, você precisa ter o bico certo garantindo a produção e a qualidade de aspersão que precisa.”

 

* Esse é um trecho da matéria publicada na revista Farming Brasil. Para conferir a reportagem completa, adquira a revista clicando aqui.

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