DATA: 19/11/2015

Compostagem laminar tem resultado melhor que a adubação química

Pesquisa revelou que, após 24 meses de aplicação, a tecnologia dobrou a produção; com melhor desenvolvimento da planta e redução do uso de insumos químicos

A adubação do coqueiro-gigante do Brasil realizada com esterco e resíduos vegetais demonstrou resultados de produção e ambiental superiores quando comparada com a adubação química exclusiva. Os dados foram obtidos após três anos de estudos realizados por pesquisadores e técnicos da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE).

 

A adubação indicada pelos pesquisadores para pequenas propriedades é a compostagem laminar, prática desenvolvida para cobertura do solo na área circular ao redor da planta, conhecida como zona do coroamento, utilizando resíduos de culturas existentes na propriedade rural.

 

A técnica assemelha-se ao processo que ocorre naturalmente em uma floresta: o solo é coberto por camadas de resíduos em diversos estágios de decomposição. Essa técnica contribuiu para o bom desenvolvimento da planta e aumento da produtividade com baixa utilização de insumos químicos.

 

Os pesquisadores compararam a compostagem laminar com outros três tipos de tratamentos: adubação química (na qual são aplicados nitrogênio, fósforo e potássio), húmus de minhoca e a compostagem laminar mais húmus de minhoca.

 

Nos quatro tratamentos foi feita uma adubação inicial, com base na análise de solo, que consistiu em 1,5 quilo de ureia, 1 quilo de superfosfato simples, 1 quilo de cloreto de potássio e 2 quilos de calcário dolomítico.

 

Os pesquisadores também analisaram o desenvolvimento do sistema radicular das plantas. Os resultados mostraram que também nesse aspecto a compostagem laminar favoreceu o aprofundamento e a expansão lateral das raízes tanto na superfície quanto nas camadas mais inferiores do solo.

 

A produção dobrou após 24 meses de aplicação

Os dados de produção relacionados ao número de cachos e de frutos por plantas e volume de água por fruto foram obtidos de 24 colheitas. O coqueiro com adubação química apresentou ganhos de produção já no primeiro ano.

 

Com a compostagem laminar, o efeito favorável ocorreu significativamente após 24 meses de aplicação do tratamento. No início das pesquisas, em 2012, a produção em todos os tratamentos era equivalente a entre 15 e 20 frutos por planta por ano.

 

Em 2013, esse número subiu para 35 com a adubação química, enquanto que no modelo de compostagem laminar o aumento foi pouco expressivo. A resposta positiva da compostagem veio em 2014, dois anos após o início da aplicação dos tratamentos, quando a produção praticamente dobrou em relação ao ano anterior, enquanto a produção com a adubação química se manteve estável.

 

 


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